Porque diferente?

Como nós pensamos o design

5 atitudes que podem afastar sua marca da grandeza

Este post é destinado a você, pequeno e médio empresário, que já tem uma marca no mercado há algum tempo, mas sente que seus resultados não estão como gostaria, e não sabe exatamente porque (e se) deveria gastar seu dinheiro investindo em design e branding.

Dentro dos anos atendendo a clientes de vários tamanhos, fui percebendo certos comportamentos que se repetem e que normalmente são os maiores entraves que nós, designers enfrentamos para tentar ajudá-los. São pré-concepções e paradigmas que não ajudam em nada, e que você faria um grande favor a si próprio se pudesse se livrar  deles o quanto antes.

 

1 – Apêgo

Possivelmente, você já tem uma identidade. E ela o acompanha desde o início da sua empresa. Provavelmente foi feita por você mesmo, ou algum amigo. Ela lhe deu sorte, ajudou sua empresa a crescer. Você tem dó de trocá-la, como se ela fosse um amuleto. Talvez você tenha medo do que o amigo que fez sua marca irá pensar de você se trocar.

Pois bem, caro empresário. Estou aqui pra te dizer com toda sinceridade que tudo isso é um monte de besteira. Sua marca pode até refletir aquilo que sua empresa era no começo. Talvez nem isso. Não foi ela que solidificou sua empresa. Foi você mesmo, no esforço característico que todos os donos fazem ao abrir seu próprio negócio.

Sua empresa sobreviveu, se consolidou, arrumou concorrentes. Os tempos mudaram. É hora de profissionalizar, porque seus concorrentes estão fazendo isso. Talvez sua marca nunca tenha sido boa mesmo, vai saber.

E se foi seu amigo que fez, você tem duas opções. Ou ele é um designer, e (se for bom) você deve chamá-lo para discutir os novos rumos que você quer para sua empresa, ou ele é um amigo que só quebrou um galho. E então, não vai ficar melindrado de saber que você está caminhando em frente. E se ficar, mande ele passear.

 

2 – Medo

O medo é uma característica comum a quase todo pequeno e médio empresário. Afinal de contas, erros custam dinheiro, e geralmente esse recurso é finito. Cometer erros é normal para quem empreende, mas tentamos deixar na menor margem possível. Algumas jogadas podem significar riscos. E a tendência do ser humano é protelar esses riscos.

Bom, os fatos são os seguintes:

Os tempos mudam, e as marcas mudam com eles. Marcas menores sofrem mais com esse fenômeno, pois é justamente na passagem do tempo que encontram seus nichos corretos de mercado e estabelecem os valores e práticas que dão mais certo no dia-a-dia. Se você está há muitos anos sem movimentar sua marca de maneira estratégica, tem uma boa chance de que esteja realmente precisando.

Seus clientes não vão deixar de comprar seus produtos/serviços porque seu logotipo mudou. A não ser que você ofenda alguém na construção dela. Da mesma maneira, poucas pessoas compram em um estabelecimento somente por causa de um logotipo.

Quando se fala em mudança de marca, pense em todos os aspectos que essa marca abrange. É muito maior e mais vasto do que trocar a fachada e os cartões de visita. O processo de reavaliação de uma marca é quase como levar seu negócio para a terapia. É descobrir quais são seus pontos fortes e fracos, potencializar o que funciona, trocar ou minimizar o que não está bom. É complexo, mas vale a pena.

Por isso é importante contar com um profissional. Seu sobrinho que mexe bem no computador não tem tarimba para isso, acredite em mim.

 

3 – Falta de consistência

E então você investe finalmente em design. Tem um logo muito mais bonito, seu negócio reflete isso. Seus funcionários estão orgulhosos da marca, seus clientes notaram que a mudança é algo positivo, e que isso é decorrência do crescimento da sua empresa. Tudo ótimo.

E aí, você já tem os arquivos do manual de identidade na mão, o designer que você contratou já produziu algumas peças promocionais, talvez alguns anúncios. Seu site está bacana, funciona direitinho.

Você já entendeu como tudo funciona.

Pra quê ficar pagando TODO MÊS para o designer criar aquilo que você mesmo já sabe como é, não? Na verdade, você só não faz porque não sabe e não tem tempo de aprender a usar os programas que ele usa. Mas… aquele sobrinho sabe! E a troco de uma mariola, vai fazer quaaaase igual.

É nesse momento que você dá um tapinha no ombro do designer, agradece a força, e precisando você chama.

E estranhamente, não dá certo. Ou dá certo por uma tempo, mas depois parece que a coisa emperra.

É normal. Acontece em muitos casos. Não caia nesta tentação. Você pode até achar que sabe. Mas de verdade, o mais provável é que não saiba. Sua cabeça tem que se dividir entre seus afazeres de empresário e emular “o que um designer faria”. Não dá certo.

Aos poucos, a marca vai voltando à confusão original, com os vícios e erros que você já via anteriormente. Não há uma sequência lógica de comunicação. Datas e oportunidades são perdidas com frequência.

Não deixe isso acontecer. Mantenha uma parceria forte com quem cuida da sua comunicação. É um investimento que parece pesar. Mas é uma arma que você não quer nas mãos erradas. Especialmente se as mãos erradas foram as suas próprias.

4 – Imediatismo

Todo mundo quer resultados. É natural.

Mas nem todos os resultados são instantâneos. O investimento em renovação e gestão de marca precisa de um tempo de maturação. E é preciso estar seguro para dar o passo certo, e não ficar voltando atrás depois dele.

Por outro lado, apostar todas as fichas em, digamos, uma troca ou contemporização de identidade, sem olhar muito criteriosamente para seus próprios produtos ou serviços é, na melhor das hipóteses, uma temeridade.

Um design coerente e inovador geralmente dá frutos. Mas por si só, não transforma um produto ruim em um bom. Mas a falta dele pode, sim, impedir um bom produto de ser realmente grande.

 

5 – Síndrome do tabão

Deixei essa por último pois tenho me deparado rotineiramente com ela, especialmente em meus contatos com empresários do interior.

Ela ocorre quando o empresário já está confortavelmente consolidado em seu mercado. Já tem clientes leais, já se vende sem fazer muito esforço. É quando ele dá seu trabalho por finalizado, e praticamente se aposenta trabalhando. Coloca seu barquinho na correnteza que ele mesmo criou (geralmente à custa de muito esforço inicial), e fica somente comandando o timão.

Qualquer tipo de mudança causa urticária nesse empresário. Ele acaba tendo uma soma dos 4 problemas anteriores, com a diferença de que está satisfeito com o rumo das coisas. Ele acha que como está, “Tábão”.

Se esse é seu caso, é bom ficar atento, e saber que:

  • Tudo está bem, até que não está. Uma mudança na economia, um concorrente inesperado, um erro cometido. Todas essas coisas podem tirar o barquinho do rumo. E aí, seu maior patrimônio será o lastro que você construiu para sua marca. Você vai depender da solidez dela para reagir.
  • Impérios já caíram por que pessoas acharam que os jogos estavam ganhos.
  • Se o Mc Donalds pensasse assim, o neto do fundador ainda estaria virando hambúrgueres numa chapa suja em alguma cidadezinha do interior dos Estados Unidos. Pense no futuro. Às vezes, ele acontece com ou sem você.

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