Rótulos antigos de Drogas vendidas em farmácias

Esse post nasceu de um email que recebi do meu primo William (quem disse que a gente nunca recebe nada que presta?).

Achei genial. Enquanto todos ficam espantados pelo fato inusitado que é era as farmácias venderem drogas dessa forma, eu (claro) fiquei de boca aberta pelos rótulos. A tipografia é sensacional, e as ilustrações de primeira. É uma viagem, espero que vocês gostem.

Observação: como veio por email, não tenho a mínima ideia de quem e o autor. Mas se você for o autor ( e puder provar), mande-me uma mensagem que eu colocarei seu crédito prontamente. E obrigado!

1. Heroína da Bayer

Entre 1890 a 1910 a heroína era divulgada como um substituto não viciante da morfina e remédio contra tosse para crianças.

2. Vinho de coca

O vinho de coca da Metcalf era um de uma grande quantidade de vinhos que continham coca disponíveis no mercado.Todos afirmavam que tinham efeitos medicinais, mas indubitavelmente eram consumidos pelo seu valor “recreador” também.

3. Vinho Mariani

O Vinho Mariani (1865) era o principal vinho de coca do seu tempo. O Papa Leão XIII carregava um frasco de Vinho Mariani consigo e premiou seu criador, Angelo Mariani, com uma medalha de ouro.

4. Maltine

Esse vinho de coca foi feito pela Maltine Manufacturing Company de Nova York. A dosagem indicada diz:

“Uma taça cheia junto com, ou imediatamente após, as refeições. Crianças em proporção”.

5. Peso de papel

Um peso de papel promocional da C.F. Boehringer & Soehne (Mannheim, Alemanha), “os maiores fabricantes do mundo de quinino e cocaína”.Este fabricante tinha orgulho em sua posição de líder no mercado de cocaína.

6. Glico-Heroína

Propaganda de heroína da Martin H. Smith Company, de Nova York. A heroína era amplamente usada não apenas como analgésico, mas também como remédio contra asma, tosse e pneumonia.. Misturar heroína com glicerina (e comumente açúcar e temperos) tornada o opiáceo amargo mais palatável para a ingestão oral.

7. Ópio para asma

Esse National Vaporizer Vapor-OL era indicado “Para asma e outras afecções espasmódicas”. O líquido volátil era colocado em uma panela e aquecido por um lampião de querosene.

8. Tablete de cocaína (1900)

Estes tabletes de cocaína eram “indispensáveis para cantores, professores e oradores”. Eles também aquietavam dor de garganta e davam um efeito “animador” para que estes profissionais atingissem o máximo de sua performance.

9. “Drops de Cocaína para Dor de Dente – Cura instantânea”

Drops de cocaína para dor de dente (1885) eram populares para crianças. Não apenas acabava com a dor, mas também melhorava o “humor” dos usuários.

10. Ópio para bebês recém-nascidos

Você acha que a nossa vida moderna é confortável?

Antigamente para aquietar bebês recém-nascidos não era necessário um grande esforço dos pais, mas sim, ópio. Esse frasco de paregórico (sedativo) da Stickney and Poor era uma mistura de ópio de álcool que era distribuída do mesmo modo que os temperos pelos quais a empresa era conhecida.

 

“Dose – [Para crianças com] cinco dias, 3 gotas.

Duas semanas, 8 gotas. Cinco anos, 25 gotas.

Adultos, uma colher cheia.”

 

O produto era muito potente, e continha 46% de álcool. [Oddee]

Revista Vamos Lêr, de 1937

No primeiro dia do ano, num churrasco na casa de um amigo, contei a ele que eu sou colecionador de revistas em quadrinhos. Ele então, quiz me mostrar qual era a sua coleção. De dentro de um armário começou a tirar uma pequena, mas valiosa coleção de revistas, extremamente bem conservadas, chamada “Vamos Lêr”.

A revista foi publicada de 1935 a 1948, e é uma jóia. Bem diagramada (surpreendentemente moderna para a época), com excelentes ilustrações, tratava de temas variados, de política à moda feminina com ênfase nas notícias de guerra. Passei um tempão babando nas revistas, e pedi para fotografar para o blog. Os anúncios são espetaculares.A tipografia bem acertada, e tinha um supreendente nível gráfico.

Separei algumas páginas para por no blog. Se vocês gostarem, tenho certeza que posso conseguir mais.

Coloquei as imagens em thumbnails pra não ficar interminável, mas não deixem de clicar, elas ficam bem maiores e mais bonitas.

Obrigado ao Max pela força!

Selos: uma arte em declínio?

Acho que é quase um consenso que e-mail é muito legal, e que abriu inúmeras portas para se conhecer pessoas de todos os lugares do mundo, e que é cada vez mais dificil imaginar a vida sem ele. Mas pelo menos em um aspecto o e-mail fica em desvantagem ao seu antecessor, o correio simples. O selo.

Durante minha adolescência, eu tive uma pequena, mas bem bacana coleção de selos. Reencontrei essa coleção nessa semana, e voltei a ficar encantado, e bem saudosista. Através dos selos, eu conhecia um pouco da arte de cada país, um pouco de sua arte, datas comemorativas etc.

Fora que as artes dos selos sempre foram sensacionais. Vários utilizavam técnicas inovadoras de impressão. Era como um álbum de figurinhas interminável. Sinto certa tristeza ao receber cartas hoje em dia, com um simples carimbo, ou com um selo auto-colante tosco, geralmente com artes pobres, e que não tem a menor condição de ser colecionado.

Depois de ver meus selos antigos, me bateu uma vontade de voltar a comprar selos estrangeiros. Não sei nem por onde recomeçar. Não sei se é uma arte perdida no tempo. Se conseguir informações, posto aqui.

Separei alguns selos da coleção para vocês terem uma noção do que estou falando. Alguns dos mais bonitos vem de regiões mais afastadas do mundo, alguns surpreendentemente modernos, outros super-tradicionais, todos lindos. Se os leitores gostarem, escaneio mais uma leva.

No próximo post da série, vou escanear somente selos brasileiros.

E por último, um presente pro Roger, do designices, que está fazendo  1 ano hoje.

O que era um designer em meados dos anos 80?

Não sei bem a data que meu pai apareceu com essa revista debaixo do braço, como se tivesse subitamente entendido que minha aptidão servia pra alguma coisa, afinal. Mas foi no começo dos anos 80, sem dúvida (infelizmente não há data impressa no livro). A capa dizia “Desenho de Propaganda”, tinha fotos de vários materiais que eu sonhava em colocar as mãos na época, e detalhava seus capítulos em “O anúncio”, ” A campanha”, “Logotipos”, “As letras” e “A Figura”.

Para mim, foi decisivo. Era aquilo que eu queria ser: Desenhista de Propaganda! Nos anos 80 não havia designers no Brasil. Acho que nem usavam o termo. Mas aquele livro era a prova inconteste de que as horas e horas que eu passava desenhando madrugadas adentro podiam valer pra alguma coisa. Existia uma profissão que usava meu talento!

Muita água rolou debaixo dessa ponte. Inclusive eu decidi ser mais uma meia dúzia de coisas, até me encontrar novamente com o Design.  Mas não posso dizer que a Sr.a Creusa A. de Oliveira não foi uma de minhas grandes influências na escolha da minha profissão.

Folhear o livro hoje, 30 anos depois, demonstra o quanto a profissão se tornou mais sofisticada, mas também que existia um lado romântico, simples que podemos estar perdendo. Mas até aí, acho que o mundo inteiro está. E eu continuo amando fazer isso tanto quanto na época em que ganhei esse livro.

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