Lançamento: Too Nerd 4 This

Lançamento: Too Nerd 4 This

Queridos amigos, hoje gostaria de convidar vocês a participar de um sonho antigo de ilustrador. O sonho de produzir uma tira em quadrinhos. O personagem principal eu conheço bem, sou eu mesmo.
Queria compartilhar esse quadrinho com vocês que ajudaram a formar este batalhão de pessoas interessadas em design e criatividade nesta página que tenho tanto orgulho. Seria muita ingratidão não dividir o primeiro dia de vida dessa modesta obra com vocês. Obrigado pela presença, pelos likes, pela força.
O nome da tira é Too Nerd 4 This e você pode acompanhar a partir de agora pelo seguinte endereço:

http://toonerd.com.br/

Feliz Natal e um 2015 criativo para todos.

Propósitto entrevista Mateusz Kolek, ilustrador, da Polônia

Como outros grandes que entrevistei, encontrei o trabalho de Mateusz Kolek via internet. E fiquei de boca aberta com seu estilo de multiinfluências, onde você encontra traço de quadrinho, se street art, de gravura, numa conjunção original e perfeita. Mateusz me deu uma entrevista bem humorada e direta, falando de suas influências, da vida de um ilustrador na Polônia e sua admiração pelo Brasil. Espero que o pessoal da New Yorker leia o artigo, tem uma bela chance de algo bacana acontecer!

Como, e quando, você começou a desenhar?

Pode soar um pouco estranho, mas realmente não me lembro, porque eu era uma criança. Eu sei que todo mundo costuma a desenhar quando é criança, mas eu acho que gostava mais do que meus amigos do jardim da infância.

Uma vez eu arranquei um tapete da sala de estar dos meus pais e desenhei um monte de peixes e vida marinha no chão. Eu eu me lembro que costumava a desenhar um vampiro careca segurando um diamante no topo de uma grande montanha. Quando eu penso a respeito hoje em dia, me parecem ambos grandes tópicos!

 Como foi a decisão de se tornar um ilustrador em periodo integral?

Bom, desenhar era a única coisa que eu era bom, então a decisão foi bem fácil. Em teoria, pelo menos, porque nessa época eu estava estudando, e ilustração não era uma coisa muito popular na Polônia. Era dificil acreditar que um dia eu poderia fazer apenas isso. Antes de me tornar ilustrador em período integral eu costumava desenhar muitos storyboards para comerciais. Era legal ser financeiramente independente durante meus estudos mas,  por outro lado, storyboards eram terrivelmente chatos. Três anos desenhando rostos felizes, frutas apetitosas e produtos brilhantes. Você pode imaginar… eu mudei para Valencia, Espanha por um ano, e ali eu decidi fazer meu portfólio apenas com projetos pessoais. Trabalho comissionado não era representativo o suficiente, como vocie pode imaginar. Eu consegui publicar o portfolio num site bastante popular sobre design, arte, fotografia e ilustração e assim foi.

Eu fiquei tão surpreso e excitado recebendo emails dos EUA, Inglaterra, Canadá, Brasil, Africa do Sul.  Desde então, ilustrações são 99% do meu trabalho. A internet é uma coisa maravilhosa! As vezes eu temo que de algum modo a internet entre em colapso, e seria tão dificil quanto perder minha mão direita!

 Como é a vida de um ilustrador na Polônia? Você acha que ilustradores e designers são reconhecidos pelas profissões que abraçaram?

Preciso dizer, chega a me acostumar mal. Eu sou um homem muito feliz porque meu trabalho me dá satisfação e tempo livre. Já que eu trabalho via internet, não tenho que me preocupar se a Polônia é um bom lugar para ilustradores ou não. Eu posso trabalhar para clientes do mundo todo. Mas a Polônia, em si, dá mais e mais oportunidades para mostrar o trabalho de ilustradores.

Se ilustradores e designers são reconhecidos na Polônia? Eu acho que se seus trabalhos são publicados em portais populares, em revistas e são aclamados internacionalmente, eles podem ser reconhecidos. Claro, pelas pessoas que são interessadas nesse campo da arte.

 Conte um pouco sobre seu processo de trabalho. É sempre o mesmo? Você tem uma rotina?

Depende se eu estou trabalhando em um projeto pessoal ou comissionado, mas geralmente a coisa mais importante é a ideia. Quando estou pesquisando a melhor maneira de entregar, o melhor modo é fazer um monte de esboços. Uma vez que eu encontre uma composição e perspectivas que sejam apropriadas, eu começo a desenhar com tinta. O processo em si não é tão interessante então eu apenas vou dizer que no começo eu trabalho em papel, então eu escaneio e uso alguns programas.

 A crise do euro está afetando o mercado editorial e de publicidade? Como os profisisonais estão lidando com isso?

Polônia é parte da União Européia, mas ainda não usa o euro. Isso nos faz menos suscetíveis à crise, mas ainda há uma grande influência na economia polonesa, claro. O campo editorial está encolhendo, mas eu acho que é mais por conta da “crise da impressa em papel”, que é mais geral do que as razões econômicas. As maiores revistas estão se movendo do papel para aplicações e isso reduz as ilustrações, mas creio que isso muda com o tempo.

Publicidade está tão bem quanto estava antes da crise, do meu ponto de vista, mas posso estar errado.

Quem (e o que) são suas maiores influências?

Eu adoraria dizer que minha inspiração está fora do campo da ilustração, mas a verdade é que eu adoro olhar o trabalho de outros. James Jean, Jamie Hewlett, Mike Mignola, Sam Weber, Jillian Tamaki, Mathew Woodson, Adrian Tomine, eles são todos incríveis! Eu acho que você pode facilmente encontrar influências de todos eles no meu trabalho. Isso pelo lado técnico.

O outro lado é um tópico. Eu creio que a coisa que mais me move para ilustrar é a necessidade de capturar um humor que eu não consigo de expressar de nenhum outro modo. E essa sensação pode vir com uma conversa, canção, filme, sentimento, paisagem. Quando se impregna em mim, o único modo de me livrar dela é desenhando.

 Você tem hobbies? O que faz quando não está desenhando?

Eu amo cozinhar, comer, ler livros, ouvir música, ver filmes, tocar violão, matar um monte de tempo conversando com meus amigos. Coisas comuns, você sabe.

 Olhando para seus desenhos, é dificil de dizer que técnicas você usa. Você pode nos contar? Você usa computador em seu trabalho?

Sim, eu uso computador, mas fico feliz que seja dificil de dizer, hahaha! Eu gostaria de um dia poder fazer meu trabalho sem ele, porque a técnica tradicional é tão mais elegante. Por outro lado, sou preguiçoso demais. Não tem Ctrl+Z em técnicas analógicas, sabia?

 Se você pudesse escolher um projeto de sonho para fazer, qual seria? Você está próximo de realizar esse sonho?

Ainda estou procurando por ele. Quero dizer, não sei exatamente o que seria, mas estou bem convencido que teria a ver com desenhar. Quem sabe um mural gigante no Brasil? Ou uma história em quadrinhos, talvez um filme de animação, não sei.

Mas posso dizer a respeito do meu sonho profissional. Eu adoraria fazer a ilustração de capa para a revista New Yorker. Não sei se estou perto de realizar isso. Mas eu te aviso se receber um email deles 🙂

 Você conhece o Brasil, ou artistas daqui?

Claro que eu conheço o Brasil, um dos meus sonhos é visitá-lo! Vocês tem tantos lugares maravilhosos aí! E tantos artistas incríveis! Kako, Will Murai, Lambuja, eu amo todos eles!

 

Incríveis animais de origami

Jeremy Kool é um designer e ilustrador que vive em Melbourne, que tem um projeto muito interessante.

Ele quer produzir um livro interativo feito numa técnica arrebatadora de origami, chamado de “The Paper Fox”.

Para angariar os fundos necessários para o projeto, ele está vendendo impressões em papel  dos personagens do livro. Os modelos são maravilhosos, gostaria que ele estivesse vendendo os próprios origamis, que ficariam lindos em minha estante.

Você pode comprar as impressões aqui, ou acompanhar o blog do projeto, aqui.

Técnicas de crowdfunding como esta estão movimentando um mercado interessante. É um modo muito honesto de fazer coisas, que se dependessem de editoras grandes, interessadas em controle e nomes famosos, nunca veriam a luz do dia. Parabéns ao Jeremy pela iniciativa.

 

Lindas ilustrações para a edição de 1949 de Alice no País das Maravilhas

Encontrei no site http://io9.com/ uma série de ilustrações feitas para Alice no País das Maravilhas, para uma edição de 1949 do livro.

Como vocês podem ver, é um trabalho lindíssimo, que foge completamente de todas as visões do mesmo tema que eu já havia visto. As ilustrações, que foram feitas para a segunda edição do livro,  sõa de Leonard Weisgard, falecido em 2000.

 

 

A estética dos filmes jovens dos anos 50

Quando se fala em juventude rebelde, quebrando tabus, lembramos sempre dos anos 60. Foi quando o movimento Hippie ganhou força, onde a galera gritou por paz, por liberdade sexual e de expressão, onde realmente o mundo mudou.

Mas se o jovens sessentistas corriam atrás de paz, os da geração anterior, os austeros anos cinquenta, queriam violência, transgressão e cultivar a fama de bad boys. Pelo menos éo que transparece ao ver esses posteres de filmes dos anos 50. Influenciados por ídolos como Marlon Brando e James Dean, e claro, pela recente explosão do Rock and Roll, os filmes para jovens dessa época sempre colocavam em situações limite, entre gangues e garotas-fatais, com os “adultos” sempre em papéis caretas, de policiais e médicos. Quase sempre eram estrelados por atores que nunca mais fizeram nada.

Vale a pena prestar atenção a detalhes que ficaram estampados na cultura. O estilo das fontes, sempre gritantes, o uso de slogans mais do que galhofas, as cores fortes e desenhos de garotas sensuais. Esse estilo até hoje é sinonimo de literatura pulp, de cultura de segunda categoria.

Eu me diverti encontrando essas pérolas. Cliquem, que elas ficam bem maiores.

 

 

 

 

Artes Conceituais de Dumbo e Rei Leão

Durante a última entrevista que fiz, com Lisa Keene, perguntei a ela sobre as artes que ela produziu para Rei Leão. Ela me disse que, nessa época, as artes eram todas feitas em papel ainda, e por esse motivo, ela não tinha nenhuma cópia daquele trabalho. Fiquei pensando (e morrendo de curiosidade ) sobre os tesouros que devem estar dentro das gavetas dos estúdios Disney.

Pois hoje, passeando pelo site da Yahoo Movies, encontrei uma parte dessas preciosidades. Eles disponibilizaram alguns conceitos de Dumbo e Rei Leão. Bom, os de Dumbo se parecem mais com um trecho de story board. Mas mesmo vendo pelos do Rei Leão é possível notar o quanto a tecnologia adicionou a esse trabalho. Mesmo após o forte uso de CGI, o trabalho do artista conceitual ficou mais completo, mais robusto, rico em detalhes. Os desenhos são lindos, mas bem mais simples do que temos visto hoje em dia.

Para que os puristas vejam que nem sempre a tecnologia diminui a qualidade dos trabalhos.

 

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