Um referência imprescindível para ilustradores e animadores

Garimpando pela internet, encontrei essa pérola, que de tão boa, o diabinho que vive sentado no meu ombro direito (sou canhoto) cochichou que eu deveria guardar egoísticamente para mim. Mas meu lado bonzinho está bem alimentado, e resolvi divulgar na íntegra esse livro que encontrei no http://animationresources.org/.

Advanced Animation, de Preston Blair , lançado em 1947, é considerado o melhor livro já lançado no estilo “Como fazer” de animação. Aparentemente, ele usou alguns personagens que tiveram seus direitos reclamados, e o livro foi retirado do mercado. Na sequência ele teve que redesenhar tudo, trocando por personagens genéricos. A edição revisada pode (e deve) ser comprada aqui.

Pra quem desenha, é quase impossível não agarrar a primeira folha que tiver na frente para rabiscar. Acho que mesmo para quem não é ilustrador é uma delícia ver a construção dos personagens num traço tão elegante, tão charmoso e engraçado. Espero que vocês gostem.

Cliquem nas imagens. São bem maiores, são lindas, e didáticas.

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Porftólios absurdos: René Gruau

René Gruau trabalhou com moda antes dos advento das supermodelos, superfotógrafos e editoriais modernosos. Começou antes mesmo dos fotógrafos (e as máquinas) dominarem completamente a abrangência do seu trabalho.

Quando as fotos numa revista ainda engatinhavam, a arte de Gruau conseguia passar o glamour, irreverênica e a classe. Na verdade, seus desenhos ilustram melhor do que as fotos o estilo de vida do começo do século.

René era filho de um conde italiano, e mudou com a mãe para a França depois que os pais se separaram. Começou a trabalhar com ilustração com 14 anos de idade. Seu estilo traz muito de Toulouse Lautrec, mas também de Gustav Klimt, e outros da art noveau. E foi além, com um traço hiper elegante e sacadas geniais no trabalho com cores. É um deleite visual, mesmo pra que não está nem aí para moda.

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Que tipo de futuro as empresas estão buscando?

Algumas grandes corporações com foco em tecnologia costumam, de tempos em tempos, produzir vídeos com seus conceitos de futuro. Na verdade, são projeções feitas por seus laboratórios de pesquisa, indicando possibilidades que seus produtos podem alcançar. Isso, provavelmente veio da indústria automobilística, que sempre produziu seus carros conceito para exibir em salões de automóveis pelo mundo.

A grande diferença é que o carro exibido não é uma abstração. É uma realidade, só que produzido com peças e componentes que ainda não tem penetração no mercado suficiente que justifique sua manufatura em larga escala. Já os vídeos são efeitos especiais produzidos para impressionar. E via de regra, são muito bacanas.

O que chama a atenção é o uso de efeitos digitais de maneira contida, feitos para parecerem reais. Via de regra mostram futuros aprazíveis, onde o homem usa a tecnologia com prazer e com qualidade de vida. O primeiro video que eu me lembro de ter visto com essa temática é da gigante inglesa de comunicações Vodafone. Infelizmente não o encontrei disponível mais, apenas algumas imagens. Mostrava basicamente interações de pessoas através de dispositivos, como carros, vitrines, relógios e papel digial. Interessante notar que, de alguma maneira, algumas previsões já estão se confirmando.

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Depois veio o da Microsoft, com previsões para 2019. Que está logo ali, daqui há 5 anos. O conceito da Microsoft é bem pé no chão, e não é dificil acreditar que aquelas coisas existirão.

 

Tem também este video da Airbus especulando sobre como será voar em 2050. Mais duro, todo em CGI, mas bem feito e bacana.

Outro bem bacana é o que a Corning, fabricante do Gorilla Glass (o vidro que possibilitou a criação de aparelhos multitouch) fez sobre sua visão. Bem na linha do que a Microsoft imagina.

Existem vários outros, cada um dando foco nos segmentos que a empresa atua. Mas o que eu gostaria de comentar é o video que a Ericsson produziu com o mesmo tema.

Se você perdeu seu tempo vendo, ele mostra um cara tentando marcar um encontro em sua casa com uma garota. A empresa aposta em aparelhos semi-conscientes, que falam com o sujeito e ficam “alegrinhos” com a visita da garota. E começam, sozinhos, a preparar a casa toda pro cara receber a dita-cuja. Mas dá errado. E  ele liga pra casa, conversando com o computador, cancelando tudo.

A casa então se re-prepara, com todos os mimos pro rapaz chegar. E ele fica tão confortável na companhia de seus gagdets falantes, que a mina liga de novo, e ele prefere nem responder.

Aterrorizante. Imaginar um futuro em que ficaremos tão individualistas que nossa carência vai ser preenchida pelo contato com máquinas, computadores e brinquedinhos. Em que trabalharemos até tarde e voltaremos sozinhos para apartamentos do tamanho de um ovo, mas cheios de tecnologia.

Me causa espanto que uma empresa de grande porte ache uma visão dessas é estimulante. Mas peraí, acho que esse futuro parece o mais provável. E que tipo de consumidor vai ser mais lucrativo para essas empresas? Os usuários felizes dos primeiros vídeos ou o rapaz soturno do último?

Os conceitos da Microsoft e os outros parecem com o futuro que queremos. Mas será que estamos trabalhando neles ou no da Ericsson?

Bom futuro!

Os benefícios de trabalhar de casa

Depois que fiz a tradução desteartigo da FastcoDesign, dando conta de que trabalhar de casa torna as pessoas mais produtivas, a designer Allison Morris entrou em contato comigo, para divulgar um infográfico fantástico que ela fez sobre o mesmo tema, para o site CarInsurance.org. O orginal está aqui. Vale a pena dar uma olhada, realmente é muito interessante.

Lindo trabalho de redesenho de marca

Um trabalho de marca bem feito, pensado nos detalhes, é quase arte. Quando o cliente tem visão, e deixa o designer trabalhar e pensar em cada ângulo do projeto, é muito difícil não chamar a atenção, pela coesão, pelo brilho. A marca sai ganhando, o cliente sai ganhando e o designer também.

Quando se trata do pequeno empresário brasileiro isso ainda é dificil. Geralmente ele mesmo quer coordenar o projeto. Entrega a parte de arquitetura pra um, comunicação pra outro. Dá pitaco, acha que sabe. Não confia. E o resultado dificilmente fica coerente de uma ponta a outra. Ainda pensam que esse trabalho é gasto, não investimento. Que podem pegar alguns atalhos, economizar alguns trocados.

Digo tudo isso para apresentar um trabalho da Fame, uma agência de Minneapolis que eu achei fantástico. O mais incrivel é que o que salta aos olhos é o projeto. Não há nada tão caro, tão diferente, que torne um projeto desses inviável. É o planejamento que salta aos olhos.

O trabalho é o relançamento da marca My Burger, e é uma delícia de ser visto. A paleta de cores, o bom-humor, a tipografia, tudo muito bem utilizado. Veja o projeto inteiro aqui.

 

O futuro do cinema. De novo.


Quem me conhece sabe o quanto sou apaixonado por cinema. Não tenho um gênero preferido, geralmente digo que existem dois tipos de cinema: o bom e o ruim.

Mas é fato que as grandes novidades técnicas do cinema vem geralmente sendo trazidas por um gênero específico, que é o filme de ação, os grandes blockbusters. E mais precisamente, dos Estados Unidos. É uma conta simples: as maiores bilheterias financiam os avanços.

O cinema vêm sofrendo com uma concorrência que até pouco tempo não existia.

Antes você ia para dentro de uma sala de projeção para fugir do destino de ver o filme em sua casa, numa TV de, no máximo 29 polegadas, quase um ano depois do seu lançamento nas telas.

Hoje, com  TV de tamanhos enormes que cabem em qualquer sala e com resoluções absurdas, muitos deixaram de lado o hábito da ida ao cinema para ver, confortavelmente em sua casa o mesmo filme, poucos meses depois da sua estreia, e não sentem falta.

Tem porque: os ingressos estão cada vez mais caros (e pra quem tem familia e filhos, nem se fale), as salas são pequenas, os estacionamentos dos shoppings são lotados e com preços abusivos. Se formos contabilizar os adendos, somando uma passada na livraria, fast food e etc, uma saída de casa para 3 pessoas num fim de semana nunca fica menos do que uns R$ 150,00.

A grande magia do cinema, o grande diferencial, está cada vez menor. O advento do 3D veio para recuperar parte dessa mágica, mas sua transcrição para as TVs foi muito fácil. Além disso, a mania de converter para 3D um filme que não foi gravado nesse formato resultou em filmes que não têm grande ganho quando exibidas dessa forma.

Mas a indústria não está parada. Ela precisa retomar esse diferencial, até porque, em ultima análise, precisa continuar a produzir aquilo que as pessoas querem ver, nem que seja em suas casas.

Hoje assisti ao novo programa em vídeo que Harry Knowles, do Aint-It-Cool-News está produzindo, e que é bem simpático. Ele entrevista Douglas Trumbull, um pioneiro de efeitos especiais que foi responsável por efeitos em filmes como 2001, Blade Runner e Contatos Imediatos. Acho que com esse currículo, eu ouviria qualquer coisa que esse homem tem a dizer.

Douglas é muito didático, e explica o que tem em mente (e que já está trabalhando) para o futuro do cinema.

Ele comenta que estamos vivendo o momento mais baixo de qualidade das salas. Que as telas são coisas pequenas e planas, sem grande interesse. Que no processo que as salas estão usando para exibir filmes em 3D, coloca-se um filtro na frente do projetor, que corta a luz em 50%. Daí você coloca um óculos, e corta na metade de novo! No fim, acabamos assistindo ao filme com um quarto da luz necessária.

Trumbull está repensando os cinemas. Quer projetar os filmes não em 24 frames por segundo, como é hoje, não em 60 frames por segundo (como James Cameron gravará Avatar 2 e 3)  mas em 120 inacreditáveis 120 frames (diz que o resultado é uma janela para outro mundo). Projetou novas salas de exibição, onde as telas não são mais planas, mas sim côncavas, aumentando a imersão e garantindo que não existirão mais assentos ruins em um cinema. E trabalhando a luz para que no 3D nada se perca.

O mais incrível é que as câmeras que gravam boa parte dos filmes que vemos já gravam em 120 frames por segundo, só não o fazem porque não há recursos próprios para exibição.

Esta é uma conversa fascinante para mim. O cinema está prestes a dar mais um salto. Essas funcionalidades são muito mais difíceis de se reproduzir numa sala de uma residência. Tempos atrás, eu diria que uma mudança desse porte levaria décadas. Mas hoje, acho que em um par de anos poderemos ver essas maravilhas de perto. Pelo menos no exterior, já que aqui ainda cultivamos a mania de nos contentar com tecnologias ultrapassadas (a julgar pela meia duzia de salas Imax no Brasil inteiro).

No fundo é isso. Cada vez mais se compra uma experiência, não um produto. Como fã de cinema, já fico sonhando com a oportunidade de vivê-la.

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