Posters de manifestações. O poder das ideias em imagens

As coisas as vezes acontecem numa simultaneidade admirável.

Com os protestos rolando a semana toda pelo Brasil afora, e pouco a pouco tomando conta da cobertura da imprensa mundial e as redes sociais, eu fiquei pensando no quanto a transmissão correta e certeira das ideias poderia ajudar a clarificar os nortes de um movimento que aparentemente está crescendo de uma maneira muito maior do que qualquer  liderança supunha.

Existem grupos políticos tentando “assumir” a autoria das manifestações. O governo tenta desesperadamente reduzir tudo à simples baderna, como se toda aquela gente tivesse saído de casa com sangue nos olhos, a procura de confusão. Gente mal informada resolveu achar que era muito barulho por nada, que 20 centavos não é tanta coisa assim.

A verdade é que tudo é muito mais. Muito tempo engolindo sapo, viajando de maneira desconfortável, sofrendo todas as violências que uma cidade como São Paulo ou Rio de Janeiro proporcionam. Assistindo ao desperdício de dinheiro em assuntos que não melhoram em nada a vida de ninguém. Recordes de impostos indo para bolsos e cuecas alheios. E agora querem que eu contribua com mais esses 20 centavos?

Na história, o design ajudou a reunir pessoas em torno de ideias. Especialmente na Revolução Russa e na propaganda nazista. É a tal máxima que as imagens valem mais que mil palavras, ajudam a tornar as percepções mais imediatas. E os movimentos de hoje carecem bastante dessa visão. Apoiam-se em cartazes caseiros, frases  e pinturas escritas nos rostos e corpos dos manifestantes, tudo muito precário. Sem fazer nenhum juízo de valor (a não ser pelos cartazes de Hitler, que não vou mostrar), decidi fazer uma pesquisa sobre design de protestos pelo mundo, e mostrar aqui no blog.

São peças muito impactantes, algumas realmente criaram escolas estéticas (especialmente os da Rússia), copiadas até hoje em peças publicitárias. Fiz um bom repositório de peças, que publico na galeria abaixo.

Foi então que o Edu, da Rede Ubuntu, grande amigo e parceiro da Propósitto , me ligou, totalmente sintonizado nas minhas preocupações. E querendo ajudar, de alguma maneira ser útil. E tinha na cabeça a concepção de um cartaz. Perguntou se eu abraçaria a ideia, o que eu fiz imediatamente. Eis o resultado:

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No passado, os posters foram muito bem usados. Conforme eu escrevi antes, a galeria que exibo a seguir não implica que eu concorde com nenhuma dessas causas. Mostro pelo simples valor estético, comunicativo e histórico.Resolvemos também colocar o poster sob Creative Commons. O que significa que você pode fazer o download e imprimir, usar, compartilhar, desde que dê o crédito e não o modifique. O PDF dele está aqui. Se você é designer, pode ajudar. Faça o seu, coloque sua ideia para fora. Essa é uma causa que vale o investimento do seu tempo (melhor do que certas propostas comerciais indecentes que a gente recebe). E cliquem nos thumbnails, os posters são bem grandes.

 

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Confissões de um Designer

A designer baseada em Londres Anneke Short , em seu blog, resolveu colocar em forma de poster muitos dos pensamentos que nós, designers, temos vontade de dizer há muito tempo. São trabalhos minimalistas e muito bem concebidos, que chegam a assustar quando percebemos que nossos problemas são tão universais.

Esse é um modo elegante de fazer o seu cliente entender que nem sempre ele tem razão…

 

Confira os posters abaixo:

 

 

 

A estética dos filmes jovens dos anos 50

Quando se fala em juventude rebelde, quebrando tabus, lembramos sempre dos anos 60. Foi quando o movimento Hippie ganhou força, onde a galera gritou por paz, por liberdade sexual e de expressão, onde realmente o mundo mudou.

Mas se o jovens sessentistas corriam atrás de paz, os da geração anterior, os austeros anos cinquenta, queriam violência, transgressão e cultivar a fama de bad boys. Pelo menos éo que transparece ao ver esses posteres de filmes dos anos 50. Influenciados por ídolos como Marlon Brando e James Dean, e claro, pela recente explosão do Rock and Roll, os filmes para jovens dessa época sempre colocavam em situações limite, entre gangues e garotas-fatais, com os “adultos” sempre em papéis caretas, de policiais e médicos. Quase sempre eram estrelados por atores que nunca mais fizeram nada.

Vale a pena prestar atenção a detalhes que ficaram estampados na cultura. O estilo das fontes, sempre gritantes, o uso de slogans mais do que galhofas, as cores fortes e desenhos de garotas sensuais. Esse estilo até hoje é sinonimo de literatura pulp, de cultura de segunda categoria.

Eu me diverti encontrando essas pérolas. Cliquem, que elas ficam bem maiores.

 

 

 

 

Um manifesto para todos os designers

Quem nunca sofreu fazendo trabalho especulativo (“faz um exemplo da página principal, só pro cliente ter uma ideia do que pode ser”)?

Quem de nós não ouviu choramingos pedindo para abaixar o preço (“será que você não faz um descontinho de 50%?”) mesmo depois de ter combinado o preço?

Qual designer não ouviu ofertas para trabalhar em troco de visibilidade (“olha, pagar não posso, mas com certeza posso te indicar para vários amigos com muita grana)?

Quem acha que isso é uma realidade brasileira pode reconsiderar depois de ver esses cartazes que o designer Ben Crick criou como um Manifesto para que os designers parem com esse tipo de conduta. Acho que só recusando trabalhos assim poderemos educar nossos clientes.

Fora que os posteres são lindos. Confiram:

 

 

Geniais posters minimalistas de filmes

É dificil saber algo sobre Matt Owen através do site dele, a não ser que o trabalho dele é fenomenal. Achei alguns Matts pelo google, mas fiquei na dúvida em qual deles é o autor dessa leva de fantásticos posters minimalistas que encontrei. Enquanto não acho mais informação, deliciem-se com o trabalho dele. Para curtir de forma completa, você vai precisar ter assistido aos filmes. Mas eles são geniais.

 

 

Cartazes de filmes de 2011

Quem me conhece sabe que sou doido por cinema numa quantidade meio fora da curva. Umas das coisas que admiro são os cartazes. Temos vários meio repetitivos, mas de vez emquando aparece um muito diferente. Vários cartazes de filmes que irão chegar nas telas nos próximos meses foram divulgados na rede nos últimos dias. Fiz uma seleção de alguns bem interessantes.

O que vocês acham? Qual o melhor e qual o pior?

Minhas escolhas:

Os melhores: The Mechanic,  Hanna e o campeão: Tree of Life.

O pior: o de No Strings Attached. Mas como tem a Natalie Portman em trajes sumários, vale a pena ficar olhando.

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