Artigo de Richard Sauerman. Originalmente publicado em TheBrandGuy.
É fácil pensar que o mundo está piorando a cada dia. Basta assistir as notícias ou qualquer outro programa de atualidades na mídia.
Os meios de comunicação concentram-se em eventos únicos “noticiáveis”, e os eventos únicos são frequentemente acidentes de avião, ataques terroristas, desastres naturais, guerras e assassinatos. Desenvolvimentos positivos, por outro lado, acontecem muito lentamente e raramente são manchetes na mídia obcecada por eventos. E assim desenvolvemos um senso distorcido da realidade, como a nossa percepção da pobreza mundial:
A POBREZA É A MAIS BAIXA
Na realidade, a pobreza mundial está no ponto mais baixo da história da humanidade, fato que apenas 12% das pessoas acertaram. Aqui está a imagem real quando se trata da pobreza no mundo:
Em toda a linha, em questão de mortalidade, doenças e qualidade de vida, a vida está melhorando e melhorando para bilhões de pessoas. O Our World Data tem um monte de gráficos que ilustram como o mundo hoje é mais saudável, mais rico e melhor educado.
O impacto disso em nossas vidas diárias é mais óbvio (de uma maneira sutil) quando se trata de nossa percepção de “segurança e violência”. Há uma percepção generalizada de que nosso mundo é inseguro e mais violento do que nunca. Como conseqüência disso, nós literalmente vivemos nosso dia-a-dia com medo. Medo de terrorismo, medo do crime, medo da segurança de nossos filhos, medo de depressão, doenças, destruição e morte.
NÓS ESTAMOS VIVENDO MAIS DO QUE NUNCA
Na realidade, estamos vivendo mais do que os seres humanos já viveram na face do planeta:
Na realidade, as taxas de mortes por suicídio são as mais baixas desde 1990:
Na realidade, as taxas de homicídio são as mais baixas que já foram na história da humanidade:
Na realidade, as taxas de mortalidade infantil caíram para o seu nível mais baixo de sempre:
Seja como for, o estado da humanidade está melhorando, e a maioria de nós não tem noção desse progresso. O pensador americano-canadense Steven Pinker explica isso em seu livro Enlightenment Now, e nesta entrevista:
Grandes problemas permanecem, e não há razão para se tornar complacente. Atingir a redução mais rápida da mortalidade infantil é uma conquista tremenda, mas o fato de que uma em cada 13 crianças ainda morrerem com menos de 5 anos hoje é inaceitável.
Por que é importante que o mundo seja melhor que nunca? Porque a maioria das pessoas acha que não é. E para a nossa história ser uma fonte de encorajamento, temos que conhecer a nossa história, e é por isso que o que nos contamos sobre a nossa história é importante.
Nossas esperanças e esforços para construir um futuro melhor estão inextricavelmente ligados à nossa percepção do passado. Um olhar positivo sobre os esforços de nós mesmos e dos nossos concidadãos é uma condição vital para a criação de um futuro melhor. Precisamos saber que percorremos um longo caminho para melhorar as condições de vida e nossa qualidade de vida, porque saber que nosso trabalho vale a pena é uma condição necessária para o autoaperfeiçoamento.
O turismo gera aos Estados Unidos basicamente uma reforma da previdência por ano (US$ 247 bilhões, em números de 2017). Rendeu 3 milhões de postos de trabalho na França. Levou 11 milhões de pessoas à Croácia, que é basicamente do tamanho da Paraíba.
Aqui no Brasil, o turismo exterior movimenta cerca de cinco milhões de pessoas por ano. Quer uma comparação? O Coliseu de Roma (a localidade, não a cidade), trouxe sozinho, quatro milhões.
É um setor pra lá de estratégico, para qualquer país. Gera divisas rápido, emprega gente de todas as classes sociais, age localmente, e se bem feito, agride pouco o meio ambiente. Com números assim, era de se esperar que fosse tratado com extremo cuidado. Como uma joia mesmo.
Especialmente se você é um país em desenvolvimento, com uma extensão absurda de praias paradisíacas, cachoeiras em profusão, mata nativa única no mundo, um clima pra lá de favorável o ano todo, e nenhuma incidência de terremotos, nevascas, furacões ou terrorismo.
A dura verdade
A realidade, porém é que o Brasil nunca conseguiu arranhar o potencial que qualquer idiota vê que tem nesse segmento. Todo governo promete cuidar do turismo, mas quando senta na cadeira, coloca alguém sem a menor expressão pra cuidar da pasta. Turismo acontece quando o governo permite o empreendedorismo, ao mesmo tempo que age de forma estratégica para proteger aquilo que o país tem a oferecer, com o patrimônio histórico cuidando dos locais históricos e o meio ambiente preservando o inestimável valor de biodiversidade que temos.
O Governo Bolsonaro vem dando indícios que entende pouco ou nada do setor. Para o presidente, o órgão precisa abrir as pernas para grupos internacionais explorarem de qualquer forma nossas belezas, montando resorts gigantes cravados em qualquer praia deserta que se apresente. O meio ambiente deve sair da frente, permitindo todo tipo de caça de nossos animais, e liberando santuários ecológicos para uso dos turistas. E de preferência, que recebamos turistas homens interessados nas nossas mulheres, já que Bolsonaro já deixou claro que não quer que o Brasil seja o “paraíso do turismo gay”. Mesmo sendo um dos setores que mais cresce e gasta no mundo.
A última pedrada no setor veio ontem, na forma da nova marca do país no exterior, revelada pela Embratur.
Tragédia de erros
Estando a tanto tempo na área, eu costumo ser bastante cauteloso ao avaliar trabalhos alheios, mesmo os mais polêmicos. Normalmente existem dados e objetivos que as empresas pretendem alcançar que normalmente não temos acesso. E saber disso faz toda diferença.
Mas no caso do logotipo em questão, até por ser um trabalho público, os dados estão abertos. E saber os dados piora mais ainda a situação.
O caso é que a peça é tão grotescamente amadora que é difícil encontrar um aspecto em que ela funciona. Do ponto de vista estético, estilístico ou formal, ela falha tão completamente, que parece que foi feita com o intuito de ser errada. Eis a maldita:
Erro interno
De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, a marca foi desenvolvida por servidores internos da Embratur, o que geraria economia. Alguns pontos a destacar nesse quesito:
1) Realmente parece uma marca feita por servidores internos, talvez do almoxarifado.
2) A tão falada economia é extremamente discutível. Se eu gasto 1 centavo em algo que não me gera nada, gastei um centavo. Se gasto R$ 1 milhão em algo que me gera R$ 2 milhões, ela saiu mais barato que a primeira.
3) Difícil acreditar que alguém que não consegue escolher seu próprio terno consiga escolher uma marca para um país. De certa forma, a marca está perfeitamente casada com as duas figuras sorridentes ao lado.
Mais difícil ainda de entender é o porque da mudança, já que o país já tinha uma marca produzida recentemente, que inclusive era bastante adequada, passando conceitos importantes para o país, como pluralidade, diversidade, arrojo e modernidade:
Os problemas
Não é fácil fazer uma lista de todos eles. O primeiro, e mais gritante, é que a marca é feia, pura e simplesmente. Mas como eu sempre repito, feio e bonito são conceitos relativos. O importante é a marca atender aos objetivos. Por isso, vou tentar me ater a eles.
É óbvia. Usar a bandeira do próprio país revela uma pobreza de repertório que chega a doer. Todo país já tem uma bandeira, e ela não foi produzida com o intuito de trazer turistas para cá. Uma bandeira quer mostrar a pujança, a soberania, a grandeza, e em última análise, deixar possíveis estrangeiros fora das suas terras.
Tecnicamente amadora. Todo designer está reparando na fonte mal desenhada, nos kernings problemáticos e no esquema cromático pobre.
Direção perigosa. O slogan usado para promover o país é de uma dubiedade estranha, pra não dizer mal intencionada. “Visit and Love Us” sendo usado em um país que precisa desesperadamente se livrar da imagem de turismo sexual é de uma burrice exemplar. Ainda mais quando o presidente solta em entrevista que ““quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”.
Subserviente. A escolha do Brasil escrito com “Z” não é feliz. O México não se apresenta como “Mérrico”, nem “Mécsico”. A Argentina nunca foi “Arrentina” fora de seu país. Estou longe de ter uma visão purista ou ufanista do nosso país. Acho mesmo que qualquer tipo de má vontade contra americanos é um caso de visão estreita mesmo. Mas isso, vindo de um órgão oficial, passa do limite.
Falta propósito. O que quer esse país? Ser amado? O que tem a oferecer? Que povo se esconde atrás dessa bandeira? A comunicação nem mesmo tenta responder essas perguntas que, para mim, são as principais em um projeto desse porte.
Parece outra coisa. Eu não sei vocês, mas quando eu olho, não consigo não lembrar disso:
No mundo
As marcas criadas para promover países são geralmente peças de design bonitas. Existe razão para isso. Para um estúdio de design, é um deleite trabalhar com temas ligados à cultura, à belezas naturais, ao povo. Em trabalhos mais “comuns” o comunicador precisa se virar em traduzir conceitos muito mais mundanos, como objetividade, assertividade e solidez.
É um trabalho disputado por agências, e que serve como uma eficiente vitrine, mesmo em países com ofertas de atrações substancialmente menores do que o Brasil pode(ria) mostrar.
Conclusões
As promessas continuam sendo feitas, mas no momento da execução, o amadorismo, a pressa, as necessidades políticas falam mais alto do que as possibilidades que o setor oferece.
Depois de muita preparação, estamos colocando nosso canal no ar. Nosso objetivo é atuar como uma fonte de conhecimento para que empreendedores possam entender como o branding, o design, e se comunicar de forma estratégica podem revolucionar os resultados de suas marcas.
Toda semana teremos novos conteúdos cobrindo o mundo das marcas, da publicidade e design. Venha conosco nessa nova jornada!
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É essencial identificar corretamente o arquétipo da marca para se conectar ao mercado-alvo e gerar fidelidade do cliente.
Artigo de Helen Berners. Originalmente publicado em Breckenridge.
Os 12 arquétipos da marca
Identifique o arquétipo de sua marca nessa lista. Isso economizará muito tempo e dinheiro…
1. HERÓI – seja o melhor
Apela àqueles que amam um desafio. Você vai ajudá-los a subir para a ocasião. Se eles querem ser os melhores, só o melhor pode ajudar.
Como: Breckenridge – A Agência de Crescimento, Forças Armadas, Mr Muscle.
2. MAGIA – transforma sonhos em realidade
Torne os sonhos mais loucos dos seus clientes realidade. Seu público será atraído para sua promessa de transformação em todas as suas formas deslumbrantes. Seja criativo e inspirador.
Como: Disney, Tesla, SpaceX.
3. SÁBIO- oferece uma visão e compreensão
Para os buscadores da verdade e sabedoria. Prometo aprender, ensinar, conhecimento. Oferecer respostas a perguntas desafiadoras.
Como: Google, National Geographic, TED.
4. INOCENTE – promete simplicidade
Seja honesto, aberto e otimista. Fale em linha reta. Sem truques. Seu público é atraído pela liberdade e felicidade.
Como: Babybel, Toys R Us, Smoothies Inocentes.
5. REBELDE – lidera uma revolução
Seja destemido, radical, anárquico. Construa um culto. Polarizar. Vá contra o mainstream. Destaque-se da multidão.
Como: Harley Davidson, Apple, a campanha Sauvage da Dior com Johnny Depp.
6. BRINCALHÃO- tops em entretenimento
Faça o seu público sorrir. Seja alegre. Brincalhão. Viva o momento.
Como: Netflix, Domino’s Pizza, Doritos.
7. AMANTE – encoraja a intimidade
Atraia criando relacionamentos um-a-um. Mexa as emoções. Faça as pessoas se sentirem especiais. Ajude-os a celebrar seus momentos especiais.
Como: Chanel No. 5, Godiva Chocolates, Victoria’s Secret.
8. EXPLORADOR – apela aos espíritos livres
Enganche aqueles amantes da liberdade / tomadores de risco com horizontes ilimitados. Seja na tendência. Ajude as pessoas a crescer. Incentive a individualidade, o autodesenvolvimento e a auto-suficiência.
Como: GoPro – Hero 5, Levi’s, Jeep.
9. PATRÃO- oferece poder absoluto
Propostas com ofertas de alta qualidade. Luxo e exclusividade são irresistíveis.
Como: Cartier, Savile Row, Mercedes-Benz.
10. CUIDADOR – gosta de ajudar os outros
Compassivo. Nutrindo de suporte. Garante proteção. Dá aos clientes uma vantagem competitiva.
Como: Dove, Johnson & Johnson, Setor Público / Caridade.
11. Pessoa “normal”- ajuda as pessoas a confiarem
Com os pés no chão. Apela a todos os dados demográficos. Honesto. Pessoa confiável e ação orientada. Um do povo
Como: IKEA, eBay, Sony.
12. CRIADOR – ajuda a perceber visões
Coloca idéias em ação. Inovativa. Individual. Pensa fora da caixa.
Como: Honda, Lego, Instagram.
Confira o que a Apple divulgou em sua última conferência na Califórnia:
Artigo de Natt Garun. Originalmente publicado em The Verge.
Na WWDC 2019, a Apple anunciou uma série de atualizações de software voltadas para a família de dispositivos Apple, incluindo o iPhone, iPad, desktops e laptops Mac, Apple TV e Apple Watch. Há também o anúncio do novo Mac Pro, um poderoso dispositivo de computação que não foi atualizado desde 2013.
Aqui está um breve resumo dos maiores destaques da palestra de duas horas.
IOS 13 TRAZ MODO ESCURO E APLICATIVOS ATUALIZADOS
O modo escuro para iOS é oficial. Foi tão bem-vindo que houve um grito audível na platéia. Muitos aplicativos estão recebendo pequenas atualizações: agora também há mensagens de texto passíveis de envio em Mensagens e contatos sugeridos para quando você compartilha coisas com as mensagens mais frequentes. O aplicativo de música também traz um modo lírico que mostra as palavras ao vivo ao lado da música. Os memojis estão recebendo mais ferramentas de personalização, como novas opções de maquiagem, penteados e acessórios.
Lembretes está recebendo uma grande atualização. Por exemplo, se você marcar alguém em um lembrete, também receberá esse lembrete na próxima vez que enviar uma mensagem para esse contato, quando for hora de conversar sobre o que você anotou antes.
O Google Maps está recebendo uma atualização muito maior que oferece mais um mapa detalhado e um atalho na página de lançamento que mostra seus lugares favoritos e coleções de lugares salvos. Ao tocar em um lugar, você verá uma foto na parte superior da rua, na qual poderá tocar para ampliar e olhar em 360 graus ou tocar novamente para percorrer a estrada. Há também um modo de enviar sua hora de chegada estimada aos amigos quando você está viajando.
O aplicativo Fotos agora tem um modo de classificação de fotos que divide suas fotos em dias, meses e anos, para que você possa navegar com mais facilidade pelas imagens classificadas por cronograma. Cada seção é separada por um rolo de destaque ou por fotos / vídeos principais.
Os desenvolvedores podem acessar uma versão beta do iOS 13 hoje e o público pode testá-la em julho. A versão final do consumidor chegará para todos no outono.
NOVOS PROTOCOLOS DE SEGURANÇA PARA PERMISSÕES DE HOMEKIT E APP
Os anúncios de hoje também estão reforçando a segurança de criminosos terceirizados: agora você pode optar por ter apps sempre perguntando se deseja permitir suas informações de localização – todas as outras vezes, o iOS cortará o acesso a esses dados até que um aplicativo precise deles funcionar. A Apple também está criando seu próprio recurso de login único que usa a autenticação de identidade facial do dispositivo para fazer login em diferentes aplicativos e serviços. Você pode até usar para compartilhar ou ocultar seu endereço de e-mail e, se decidir ocultá-lo, a Apple criará uma conta de e-mail aleatória que encaminha as informações do terceiro para o seu e-mail real.
Também existem protocolos de segurança estendidos para o HomeKit, incluindo um novo modo Secure Video que criptografa as filmagens de vídeo localmente antes de enviar essas informações para a nuvem. A Apple oferecerá 10 dias de gravação sem entrar no seu armazenamento do iCloud. A Apple também oferecerá suporte de criptografia semelhante aos roteadores também, com parceiros como Linksys, Eero e Charter Spectrum.
SIRI TEM AGORA UMA VOZ MAIS NATURAL, COM NOVOS RECURSOS EM CARPLAY E AIRPODS
Siri tem uma voz ligeiramente nova. O assistente de voz agora é gerado inteiramente por uma tecnologia neural de texto para fala em vez de uma gravação baseada em humanos.
Há suporte estendido para o Siri em outros dispositivos da Apple, como o AirPod. Nos fones de ouvido Bluetooth, o Siri pode ler suas mensagens recebidas e permitir que você responda imediatamente. (Nós vamos ter que verificar novamente após o keynote que você precisa confirmar que deseja responder antes do Siri iniciar o ditado de voz, já que a demo sugere que é imediato.) Agora você também pode dividir AirPods se quiser compartilhá-lo com um amigo enquanto transmite conteúdo.
No HomePod, o orador pode agora reconhecer entre diferentes vozes para respostas personalizadas. Quando se desloca de e para casa, também pode tocar no seu iPhone através do HomePod para transferir o local onde está numa música entre os dois dispositivos.
Algumas novas atualizações completam Siri: o suporte CarPlay agora é compatível com mais aplicativos de terceiros, como Pandora e Waze, e a Siri pode sugerir atalhos automatizados com base em suas atividades e aplicativos conectados e dispositivos domésticos inteligentes.
O IPAD RECEBE SEU PRÓPRIO SISTEMA OPERACIONAL
A Apple agora reconhece o iPad como sua própria plataforma ao transformar o iOS em seu próprio sistema específico para iPad. Mudanças de App no modo Slide Over pode ser acessado apenas arrastando para cima e para o lado ou facilmente dividir a tela arrastando aplicativos lado a lado. Você pode dividir a tela usando o mesmo aplicativo, como visualizar duas notas ao mesmo tempo ou dois e-mails de uma vez para se referirem, por exemplo.
A visualização de arquivos também parece um pouco mais semelhante ao macOS, com maneiras de navegar pela visualização de colunas e compartilhar pastas no iCloud. Os iPads agora também suportarão pen drives USB ou importações de câmeras a partir de cabos USB diretamente entre os dois dispositivos. Também há alguns novos gestos de edição de texto, como um toque de três dedos para copiar, recortar e colar ou um deslizar de três dedos para a esquerda e para a direita para desfazer e refazer.
MACOS CATALINA
Diga adeus ao iTunes: na nova versão do macOS, chamada Catalina, a Apple dividirá o aplicativo em três aplicativos separados para Música, Podcasts e TV. O aplicativo Podcast permite pesquisar o programa e o episódio com base no conteúdo, semelhante ao que o Google anunciou em sua própria conferência de E / S no mês passado. Os aplicativos de TV e Música também se parecem com o que vazou anteriormente, com ícones mais coloridos ao lado que permitem navegar pelo conteúdo por gênero e recomendações.
O Mac também suporta o iPad como um segundo monitor – oferecendo uma solução para aqueles que queriam uma tela sensível ao toque em seus MacBooks. (Claro, isso requer possuir dois produtos Apple.) A Apple chama esse recurso de Sidecar. O iPad pode ser conectado por meio de conexões com fio e sem fio.
O iOS e o MacOS logo oferecerão um controle de voz que permitirá controlar tudo, desde abrir aplicativos e ajustar o volume até outras ações, como editar texto. Os ditados de voz são processados localmente no dispositivo sem enviar nenhuma informação de voz para a nuvem.
Na frente de apps, um novo Find My app agora permite que você pesquise seu dispositivo mesmo se ele estiver off-line usando um feixe de luz Bluetooth que salta de outros dispositivos da Apple próximos ao dispositivo perdido. O Tempo de tela também está chegando ao Mac para impor mais limitações nos dispositivos.
Por fim, a Apple anunciou o Project Catalyst, uma estrutura que permite aos desenvolvedores portar aplicativos para iPad no Mac (anteriormente chamado de “Marzipan”). Os desenvolvedores podem acessar o Catalyst hoje e apenas marcar o Mac no Xcode para simplesmente estender o suporte para o sistema operacional de desktop.
SWIFTUI FAZ CODIFICAÇÃO MAIS RÁPIDA
Outra pequena coisa para os desenvolvedores: o SwiftUI é uma nova estrutura para tornar a codificação na linguagem de codificação da Apple ainda mais rápida. Você pode arrastar e soltar conteúdo diretamente na visualização do aplicativo e começar a criar o código sem a digitação manual. Ele também oferece suporte automaticamente para idiomas internacionais que lêem da direita para a esquerda e, claro, o modo escuro. Você pode até usar essa estrutura para criar vários aplicativos do sistema operacional da Apple, desde o relógio até a TV e o iPad.
A Apple diz que o produto resultante deve exigir menos linhas de códigos, permitindo que os desenvolvedores adotem novos recursos sem acrescentar muito à sua carga de trabalho.
UM NOVO MAC PRO CARO ESTÁ AQUI
O WWDC nem sempre é um evento de hardware, mas isso não significa que os dispositivos não foram anunciados aqui antes. Hoje, a Apple revelou o novo Mac Pro, que foi completamente redesenhado da estética do lixo a partir de 2013. O dispositivo é muito mais angular que parece um pouco mais … como uma cesta de lavanderia? Um ralador de queijo? De qualquer forma. Ele tem alças para cima e recortes ao longo do lado para o fluxo de ar máximo.
Por dentro, o Mac Pro suporta o processador Intel Xeon com até 28 núcleos e até 1,5 TB de memória. Há seis slots para expansão de memória e oito slots PCI, três portas Thunderbolt, duas portas USB-C e duas portas USB-A. Há muita coisa acontecendo também no departamento de gráficos – o módulo incluído suporta o AMD Radeon Pro 580X ou o Radeon Pro Vega II e pode ser configurado para adicionar até dois Vega IIs. Uma nova placa de processamento suporta até três fluxos de 8K ou 12 fluxos de 4K. Para finalizar a personalização, você pode até adicionar rodas ao shell do Mac Pro para maior portabilidade.
O monitor é uma tela LCD de 32 polegadas com tela Retina 6K e taxa de contraste de 1.000.000: 1. A Apple chama seu display de “Extreme Dynamic Range”, ou XDR, e pode conectar seis monitores para até 120 milhões de pixels de tela.
Como você pode imaginar, todo esse poder não será barato. O Mac Pro começa com um Intel Xeon de 8 núcleos, 32 GB de memória e um SSD de 512 GB por US $ 5.999, enquanto o Pro Display XDR é de US $ 4.999. O estande é vendido separadamente por outros US $ 999. Todos estarão disponíveis no final deste outono.
O TVOS TRAZ O SUPORTE DE MULTIUSOS
O novo tvOS obviamente receberá suporte para novos serviços baseados em TV que a Apple anunciou em março, mas a atualização também traz uma homepage redesenhada que mostra prévias de programas de TV e filmes, semelhante ao que você pode encontrar no UX da Amazon na TV Fire e Contração muscular. Antes do lançamento do Apple Arcade, a Apple também anunciou que o Apple TV suportará mais acessórios de jogos de terceiros, como os controles do Xbox One e do PS4.
O novo tvOS também oferece suporte multiusuário para mostrar recomendações personalizadas sobre shows e músicas com base no conteúdo que você consome. A interface de reprodução de música agora mostra as letras ao vivo que acompanham a música, como no iOS 13.
WATCHOS OBTER A SUA PRÓPRIA LOJA DE APLICATIVOS
A nova atualização watchOS 6 trará sua própria App Store dedicada que você pode pesquisar através do Siri, rabiscar e ditado de voz. Alguns novos aplicativos específicos da Apple estão chegando ao dispositivo, incluindo um aplicativo de cálculo que pode calcular rapidamente as contas com amigos e um aplicativo de gravação de voz para gravações na hora.
Há novas atualizações de Saúde e Bem-Estar, como as tendências de atividade de longo prazo de como seus níveis de condicionamento físico mudaram nos últimos meses e ano.
A Apple também está adicionando o rastreamento do ciclo menstrual ao Watch for female health para receber alertas sobre os próximos períodos e quando suas janelas férteis estão. Há uma nova complicação para os níveis de ruído para indicar os decibéis da sala e dar um aviso se você estiver gastando um tempo prolongado em uma sala que pode prejudicar sua audição. Esse recurso também será disponibilizado no aplicativo Saúde no iPhone.
Consiga um dragão para você, guerreiro anunciante.
Artigo de Ben Middleton. Originalmente publicado em Campaing.
Você se vê tropeçando nos destroços de uma terra parecida a King’s Landing, seu rosto pulverizado de carmesim com o sangue arterial de um querido amigo, cabeças agora enroscadas no chão por um exército sem rosto desenfreado. Quase todo mundo que você pode ver está lutando com todos os nervos do corpo para sobreviver e, ao respirar fundo, pensa: “Tenho certeza de que a publicidade nem sempre foi tão difícil.”
Não há dúvida de que, como os barbeiros Dothraki, há muitas pessoas achando difícil lá fora no momento. A publicidade hoje pode ser feia, agressiva e combater os furacões da mudança, mas entre a matança implacável, a violência sem misericórdia e a violência gratuita, há positividade a ser encontrada. Nesse caso, é na forma das lições que nossa indústria pode aprender com o maravilhoso mundo de Westeros.
Claro, há alguns óbvios, como não seja arrogante em uma briga com o Montanha (um concorrente massivo) se você não quer que seus olhos estourem (sua fatia de mercado roubada) e seu crânio seja esmagado (suas margens erodidas) . Mas, na verdade, quando você traduz tudo, só há uma grande lição que todos devemos prestar atenção.
Custe o que custar…
CONSIGA UM BELO DE UM DRAGÃOZÃO!
Porque sem um ou duas bolas de fogo voadoras na manga, é melhor arrumar o seu MacBook e voltar para a ilha de Naath.
Além de ser totalmente mega, os dragões são a coisa mais próxima que Game of Thrones teve do que nossa indústria faz quando estamos no melhor do mundo. Coisas grandes e empolgantes que pessoas reais não podem deixar de notar.
Os dragões, como qualquer boa ideia, são grandes, barulhentos, absolutamente únicos e, quando apontados na direção certa, o material da lenda, criando histórias duradouras que reverberam na cultura por eras.
Essas belas bestas não são apenas totalmente dedicadas ao seu mestre (e muito bons símbolos sob os quais os seguidores leais marcharão), mas também têm a inteligência de serem sensíveis e apáticos quando necessário. Um comportamento infelizmente ausente na maioria das comunicações da marca no mundo (real) de hoje.
Claro, pode haver um pedaço estranho de terra queimada, os gritos de terror das pessoas que não entendem o que está acontecendo e contas massivas do veterinário, mas nenhuma dessas coisas deve ficar no caminho de se esforçar para que alguém faça o que você manda.
Não me entenda mal, nem sempre é fácil trazer uma boa ideia para o mundo. E como os ovos dos dragões, você pode ter um exterior estranho ou ter que atravessar o fogo antes de poder liberar um na natureza. Mas como qualquer agência criativa que valha seu peso em aço valiriano dirá, toda a dor e dificuldades valerão a pena no final.
Se vamos prosperar nesse mundo brilhante que chamamos de cultura, precisamos nos certificar de que estamos constantemente criando coisas que são espetaculares, barulhentas e – se realmente novas – aterrorizantes.
Embora a probabilidade de alguém encontrar um cliente que tenha os valores apropriados que levariam a uma experiência de gritar-com-as-pessoas-do-topo-das-lojas seja muito pequena, no mínimo vamos tentar algo tão fascinante quanto um esôfago de dragão incandescente, de modo que, mesmo que fiquemos aquém, teremos de dar a pessoas reais algo para falar.
Qualquer um que já tenha inventado um nome para um novo produto ou uma nova empresa, sabe como o processo é cansativo e como o entusiasmo inicial é rapidamente substituído por um sentimento de desespero causado pelo fato de que todos os bons nomes já estão em uso.
Há muitos artigos cobrindo o tópico de estratégias de nomenclatura. A maioria deles foca na lista de requisitos que um novo nome deve preencher – deve ser único, seguir a estratégia da marca e fácil de lembrar. Tudo isso é verdade – o nome, afinal de contas, é a ferramenta de comunicação mais importante, e há muitas marcas que provaram que um bom nome novo pode fazer maravilhas. A Pepsi era originalmente chamada de Brad’s Drink, a Dunkin costumava ser Open Kettle e a Snickers se chamava Marathon no Reino Unido. No entanto, poucas publicações mencionam o que certas decisões de nomeação podem significar para os negócios no futuro e o que de fato causa mais problemas mais tarde.
O post de hoje é sobre três aspectos importantes do processo de tomada de decisões de nomenclatura, que devem ser analisados e acordados antes de prosseguir com qualquer novo nome. Levar esses fatores em consideração em um estágio inicial pode economizar tempo e dinheiro para as empresas no futuro.
1. Decisão de arquitetura de marca
A primeira pergunta que você deve fazer é se a sua oferta realmente precisa de um novo nome. Se você deseja criar uma nova empresa, é claro que precisa chamar algo, mas se estiver, por exemplo, lançando um novo produto, verifique primeiro se é possível utilizar nomes existentes que a empresa já possui, principalmente se os mesmos já alcançaram algum nível de reconhecimento de marca.
Construir uma nova marca a partir do zero é, para muitas pessoas, uma opção preferida, porque faz com que se sintam criativos e inovadores, mas na maioria dos casos, deve ser o último recurso, pois o processo leva anos e é muito caro. Em vez disso, você pode iniciar uma das seguintes opções (obviamente, somente se você já tiver uma marca forte em seu portfólio):
uma variante de produto, usando uma estrutura de marca da mesma casa, (HSBC Premier Bank Account é um exemplo de tal escolha de arquitetura de marca)
uma submarca (por exemplo, Jack Daniel’s Tennessee Honey)
uma marca endossada (por exemplo, Tru by Hilton).
Todos esses exemplos se beneficiam de uma marca guarda-chuva mais forte.
Um tipo de arquitetura de marca chamado Marcas da Casa, que exige novas ofertas para ter nomes e identidades separados, pode ser gerenciado com eficácia apenas por empresas com grandes orçamentos de marketing (por exemplo, Unilever, Procter & Gamble ou, até certo ponto, L’Oréal e Nestlé). Se você é uma pequena empresa, em 90% dos casos é uma má ideia, resultando em ineficiências de gastos.
Para saber mais sobre as diferenças entre os quatro tipos de arquitetura de marca, leia os dois posts da BrandStruck: parte 1 e parte 2.
Por fim, ao pensar sobre a convenção de nomenclatura e a arquitetura da marca para sua mais nova adição ao portfólio, pense em cinco a dez anos à frente. Pense em quais serão os próximos produtos/ofertas no pipeline, onde eles estarão arquitetonicamente, como eles irão coexistir com o produto que você está lançando agora, etc.
2. Abstrato ou descritivo
É sempre tentador querer um novo nome para descrever a categoria na qual ele estará operando, pelo menos até certo ponto. Isso é compreensível, pois o nome pode então desempenhar um papel duplo – identificar a marca, mas também descrever a categoria à qual ela pertence. Isso economiza tempo e dinheiro, uma vez que é necessário menos esforço para explicar aos potenciais compradores o que você está vendendo, e também deve funcionar em benefício do seu SEO.
No entanto, os problemas aparecerão quando, depois de alguns anos, você decidir que não quer mais estar nessa categoria e precisa ampliar o escopo da marca. Algumas marcas famosas experimentaram esse desafio. MTV (Music Television) é hoje muito mais sobre shows de jovens do que sobre música. O Dollar Shave Club está entrando em novos segmentos dentro da categoria de cuidados pessoais e beleza (cabeleireiro, higiene bucal, colônia e até mesmo “toalhetes”), que nada têm a ver com o barbear. A Dunkin ‘Donuts mudou seu nome para Dunkin para se reposicionar de forma mais eficiente de uma marca de donuts para uma empresa que fabrica bebidas.
A solução alternativa para um nome que é “descritivo de categoria” é escolher um nome abstrato que não signifique nada específico ou não tenha nada a ver com a categoria que representa (por exemplo, Apple, Netflix, Starbucks, Amazon, Microsoft e muitos outros). Os benefícios potenciais são significativos, especialmente quando você tem um orçamento para dar suporte ao lançamento do novo produto ou negócio. No entanto, muito mais esforço e mais recursos serão necessários para criar consciência de marca e explicar às pessoas o que a marca faz.
3. Mais dois passos
Quando você tem uma lista de nomes potenciais que se encaixam dentro do briefing e você conseguiu confirmar que eles não foram utilizados por qualquer outra pessoa e pode usá-los legalmente, você pode se sentir tentado a selecionar o nome final e ignorar os próximos dois passos. Surpreendentemente, muitas empresas fazem isso, não reconhecendo a importância de duas verificações adicionais.
A primeira checagem que você precisa executar é bastante simples, é gratuito e não leva muito tempo – é a análise da sua presença digital em potencial. Em primeiro lugar, investigue se o URL – seu novo nome mais a extensão que você deseja usar, ou seja, .com, .co, .edu etc. (de preferência todos eles, inclusive as terminações brasileiras .br) – está disponível. Se o URL for escolhido, escolha um nome diferente ou compre o domínio enquanto o custo ainda for razoável (não será razoável quando a sua marca aumentar). Em segundo lugar, certifique-se de que as alças de mídia social não são tomadas. Em terceiro lugar, verifique o que aparece quando você pesquisa seu novo nome no Google. Será fácil criar uma presença significativa nos resultados da pesquisa?
O segundo processo é muito mais complicado. Se você tem ambições globais e gostaria que sua nova marca fosse bem conhecida em todo o mundo, é melhor verificar se o nome recém-escolhido não significa algo ofensivo em outros idiomas. É um processo difícil, mas não deve ser ignorado. Você vai se agradecer mais tarde. Você não precisa necessariamente fazer pesquisas caras sobre as conotações que o novo nome evoca em todos os idiomas; uma verificação de senso comum deve bastar.
Um exemplo de uma marca que não realizou essa pesquisa em todos os países em que opera é a Osram, produtora de iluminação. Basta perguntar a qualquer um dos seus amigos poloneses o que significa na sua língua nativa (o Google Translate não será de nenhuma utilidade neste caso).
O que é interessante, porém, é que, apesar desse nome infeliz, a empresa conseguiu construir uma marca forte e premium na Polônia.
Ivan Chermayeff e Tom Geismar juntaram forças em 1957, fundando a Chermayeff & Geismar & Haviv.
Estes pioneiros mostram a força e o impacto que o design de marcas pode ter na nossa sociedade. Ainda que você nunca tenha ouvido falar deles, com certeza já interagiu com uma de suas marcas.
A dupla praticava um design limpo, claro e atemporal. Seus logos sobrevivem à passagem do tempo com força e graciosidade. Uma verdadeira aula.
O vídeo abaixo, produzido pela AIGA, mostra um breve apanhado do trabalho desses gênios. E serve também como uma homenagem, já que foi a última entrevista de Ivan, que faleceu logo após. Confira:
Vingadores: Ultimato estreia mundialmente, e deve bater todos os recordes da indústria… mas todo esse sucesso não é por acaso. E sua empresa pode aprender com as lições da Marvel.
Não é novidade nenhuma o fato de que vivemos num mundo cada vez mais dividido. Para o bem ou para o mal, as pessoas estão entrincheiradas atrás das suas certezas, das suas simpatias e antipatias. Tudo é motivo para a criação de pequenos campos de batalha.
Para quem é nerd, a rivalidade Marvel X DC não é nada nova.
Sempre existiram os Marvetes e os Decenautas. Pessoas que se identificam mais com uma ou com outra editora. Muitas vezes essa escolha partia da forma que a empresa tratava suas propriedades. Outras, porque a companhia possuía aquele personagem que o cara mais curtia. Muitas vezes era guiada pelo time criativo que comandava certos títulos.
Sempre foi uma treta controlada. Era baseada na venda de gibis em banca, e a balança pendia para um lado em determinadas épocas, para o outro em outras épocas.
Quando se tratava de cinema ou TV, pelo menos nessa época não havia briga.
A DC era a campeã absoluta.
Muito do seu sucesso se devia ao fato que a empresa do Superman era de propriedade da Warner Brothers. Isso facilitava e muito o lançamento das versões cinematográficas dos seus personagens.
Por causa disso tínhamos os filmes do Superman com Chris Reeves, os Batmans de Tim Burton e Schumacher (que, para o bem ou para o mal, eram grandes produções).
O mesmo não podia ser dito da Marvel. Com a grana contada, as vendas de quadrinhos capengando, a editora vendia direitos de adaptação de seus herois pra qualquer um que pagasse uma mariola pro tio Stan. E isso gerou alguns dos piores filmes de heroi de todos os tempos. Nem para rir serviam.
Isso começou definitivamente a mudar com a estreia de Homem de Ferro. Sim, tivemos outros filmes baseados em quadrinhos antes, mas esta foi primeira produção assinada com o selo Marvel (que ainda não era da Disney), e a primeira que apontou para a criação de um universo compartilhado no cinema, onde os filmes estavam todos de alguma forma conectados, e os personagens apareciam de forma transversal em vários filmes.
A Warner/DC num primeiro momento não se sentiu intimidada. Para dizer a verdade, a DC ignorou a estratégia o quanto pôde. Até que o tamanho da Marvel e a cobrança dos fãs deixou impossível de fingir que não eram vistos.
Desde o lançamento de Homem de Aço a empresa vem tentando repetir o sucesso da competidora. E vem perdendo todas as brigas que entrou até o momento. Atualmente, depois do sucesso de Mulher Maravilha e Aquaman, a DC parece estar apostando num approach “universo compartilhado soft”. Algo como, ele existe, mas a gente não fala nele.
Mas o que isso tem a ver com o sua empresa?
Bom, o que está por trás dessa mega batalha campal é muito mais do que simplesmente “ser melhor” ou ter melhores personagens. São as estratégias de marca. Algumas muito certeiras, outras muito erradas.
Nesse artigo vamos tentar mostrar algumas, e como elas podem fazer sentido para áreas que não tem nada a ver com quadrinhos ou cinema.
1) A Marvel fez primeiro
Ser o primeiro em seu segmento faz toda a diferença. É muito mais difícil derrubar alguém do posto que ocupa do que chegar lá antes de todo mundo. A Marvel não era a maior produtora de filmes de super heroi quando decidiu lançar Homem de Ferro. A DC tinha sucessos consideráveis na manga, como os filmes do Batman de Christopher Nolan.
Já que não eram os maiores nesse quesito, a Marvel resolveu criar um só pra si. E da noite pro dia se transformaram no maior universo compartilhado da história do cinema. Até porque eram o único.
De lá pra cá, não foi somente a DC que quis surfar nessa ideia. A franquia Transformers está querendo algo do gênero, a Universal lançou (e enterrou) seu Dark Universe, Fantastic Beasts é a realização do universo Harry Potter.
Nenhuma dessas iniciativas alcançou o sucesso da primeira.
Para o seu negócio: encontre qual é a categoria em que a sua empresa é a melhor. A primeira. A maior. Se não encontrar essa categoria, crie uma.
Desde que abraçou essa causa, a Marvel não desviou a rota. Cada filme coloca uma nova peça em seu quebra cabeças. Cada filme avança em direção em uma nova fase. Filmes enormes culminam em fins de fases. Filmes menores servem como tubos de ensaio para novos personagens.
Olhados em grupo, é impressionante como os filmes, mesmo sendo muito diferentes entre si, mantém pontos-chave de conexão, que faz com que seus expectadores sintam-se familiarizados em qualquer um deles. É uma máquina funcionando a pleno vapor.
Na comparação, a DC parece não ter encontrado o ponto até hoje. Man of Steel tinha muito da visão de Christopher Nolan. Batman vs Superman era Zack Snyder até o osso. Esquadrão Suicida foi uma zona. Mulher Maravilha acertou em quase tudo, mas aí vem Liga da Justiça, e tá tudo meio misturado. Ora se vê a mão de Joss Whedon, ora a Zack Snyder.
Para o seu negócio: Decida qual é a sua linha de comunicação e mantenha-se dentro dela. Seus clientes precisam saber quais são os valores de sua empresa. Seu tom de voz e a forma de se apresentar devem causar conforto para quem compra sua marca. Correções de rumo devem ser pensadas e sutis.
3) A Marvel sabe encontrar e reter talentos
É difícil enganar muita gente ao mesmo tempo. Quando se olha o panteão de astros que a Marvel reuniu ou criou, é difícil não achar que eles estão se divertindo tanto ou mais do que nós ao vermos os filmes. Nas suas aparições públicas os atores parecem realmente amigos, e parecem estar satisfeitíssimos por estarem ali.
Robert Downey Jr., hoje o ator mais bem pago do mundo, já ameaçou pendurar a armadura algumas vezes, mas antes de suas declarações se transformarem em notícia, a Marvel vêm a público e tranquiliza todo mundo, assinando mais um contrato com o cara. Além disso, Downey parece saber que deve à Marvel a posição que se encontra hoje. Ele parece grato à empresa que apostou nele quando ninguém estava fazendo isso.
A Marvel acertou grande em várias contratações. Ninguém sabia quem era Chris Hemsworth antes de Thor. Paul Rudd era um ator de comédias românticas simples antes de Homem Formiga. Ninguém apostaria no gordinho Chris Pratt como ator de ação antes de Guardiões da Galáxia.
Isso para não falar dos diretores. John Favreau vinha de comédias independentes. Os irmãos Russo eram diretores de segunda unidade. John Watts, do novo Homem Aranha, tinha poucos filmes indie no currículo. Vão se tornando estrelas de primeira grandeza, e têm à Marvel para agradecer.
Do lado da concorrência, ninguém parece conseguir fazer Ben Affleck parecer genuinamente feliz por ser o Batman, tanto que ele resolveu pendurar a capa. As filmagens de todos juntos são dolorosamente encenadas.
Existem acertos, como Gal Gadot, Ezra Miller e Jason Momoa. Mas Ray Fisher, o ciborgue, não parece ter carisma no nível necessário para levar um filme solo.
Para o seu negócio: Invista em seus funcionários. Contrate gente que partilhe os ideais da sua empresa, e faça o possível para mantê-los felizes. Eles podem fazer o difícil trabalho de carregar a empresa nos ombros junto com você.
4) A Marvel sabe fazer Relações Públicas
Não é que a Marvel seja à prova de falhas. Mas mesmo quando crises de verdade acontecem, como a saída de Edgar Wright da direção de Ant-Man, elas são gerenciadas com a maior discrição possível, e a máquina é colocada para andar novamente em dois tempos.
Ninguém jamais fica sabendo notícias negativas de dentro das filmagens.
Os anúncios dos filmes são feitos de forma assertiva, e dificilmente existe mudança de calendário e cancelamento de filmes.
Por outro lado, qualquer oportunidade de mostrar os atores, produtores e personagens sob uma luz positiva é aproveitada. Kevin Feige nunca agrediu a concorrência, e pelo contrário, vive dizendo que está excitado pelo próximo filme da DC.
Do lado da editora de Batman, sempre ficamos sabendo das diferenças criativas entre diretores e produtores. Filmes são anunciados, cancelados ou postergados. Existe uma preocupação em guardar segredos que fazem subir o nível de antecipação e ansiedade, e quase sempre quando um anúncio oficial é feito, ele gera mais desilusão do que festa.
Para o seu negócio: Controle as informações do seu empreendimento. Olho nas fofocas, e em todo tipo de burburinho mal planejado. A imagem da sua empresa vai muito além do logotipo bonito. É o que as pessoas vêem nela que realmente importa.
5) A Marvel está constantemente ali
Desde que lançou a semente para Vingadores, a Marvel consegue a proeza de estar nos corações e mentes dos fãs com uma frequência incrível. A empresa sabe dosar muito bem o fluxo de notícias, lançamentos e aparições dos astros.
Às vezes é apenas como a divulgação de uma arte conceitual. Ou a contratação de um ator. Participação numa feira de quadrinhos. Mas sempre está ali, a marca sempre na altura dos olhos.
A DC sempre apostou no segredo como tempêro para sua publicidade. Poucas e parcas fotos dos bastidores vazam das produções. Poucas informações são reveladas. Mas estranhamente, há um mês do lançamento de qualquer filme, eles liberam 200 trailers e clips que geralmente contam a história inteira. Em Liga da Justiça melhoraram um pouco. Mas antes do filme do Aquaman pouquíssima coisa foi divulgada, e pouco antes da estreia, lançaram um trailer de quase 4 munutos.
Já a Marvel, para o lançamento de Avengers: Endgame, resolveram editar trailers que não contam quase nada da trama, e está fazendo campanha para que fãs não soltem spoilers sobre o filme.
Para o seu negócio: mantenha o relacionamento com seu público. Use suas redes sociais. Mantenha-o atualizado sobre suas conquistas e novidades. Fale diretamente com seus clientes. Responda suas dúvidas. Esteja próximo.
Quando digo que trabalho com branding, as pessoas olham para mim como se eu tivesse dito que componho músicas usando física quântica. Na maioria das vezes, eu preciso explicar o que diabos é branding, e porque é indispensável para qualquer empresa atualmente.Para entender direito o que é branding, a gente precisa começar com a origem da palavra: brand. Brand é marca em inglês. Marca mesmo, algo que deixa uma impressão. A palavra vem do ato que donos de rebanhos bovinos tinham de marcar a ferro seus animais, para diferenciá-los, para facilitar sua identificação. Da mesma forma que se faz até hoje, usavam um ferro em brasa retorcido com um símbolo escolhido pelo dono do animal.
Esse exemplo é bom para que comecemos a mudar nossas concepções a respeito de marcas. Na maioria das vezes usamos o termo como substantivo: “essa é minha marca”, “faz uma marca para mim”, “veja a marca da Nike”. Mas nos esquecemos que marca é também um verbo. E é como verbo que o termo branding mais faz sentido.
Logo não é marca
Fazer branding não é desenhar um logotipo. O logotipo, e o cartão de visitas, e a fachada da loja são elementos de uma marca. Mas não são a marca.
A marca é tudo aquilo que cria uma impressão na mente de uma pessoa que tem qualquer tipo de contato com ela. Em termos simples, essa impressão pode ser boa ou má. Mas não apenas isso. Pode ser assertiva, amigável, luxuosa, próxima, inteligente, barata ou cara, pode ser uma infinidade de coisas.
O trabalho de branding é o de tentar identificar quais impressões você quer que sua marca cause e trabalhar para que seu cliente a perceba dessa forma. Existe concorrência demais no mercado para que você não controle esse aspecto.
Isso porque na verdade, mesmo que você nunca tenha contratado uma empresa para isso, você já faz branding. Todo empresário e todo empreendimento fazem. É impossível evitar que alguém tenha uma impressão sobre seu negócio quando entra em contato com ele.
E se por acaso ele não achou nada, isso simplesmente foi uma oportunidade perdida. Uma oportunidade que seu negócio perdeu de deixar uma impressão positiva. Essas oportunidades acontecem o tempo todo.
Quando um possível cliente liga para seu estabelecimento. Quando visita seu site. Quando pega seu cartão de visitas. Quando é atendido por seu funcionário. Quando olha suas redes sociais. Simplesmente por ter passado na frente da sua loja. Todos esses pontos de contato vão ajudando ele a criar uma imagem do seu negócio. E todas essas impressões vão ter grande impacto quando esse potencial cliente precisar decidir por uma marca para comprar.
Você é quem deve contar sua história
Se na hora da compra, ele já tiver, mesmo que sem perceber, uma imagem positiva da sua empresa, com certeza isso vai influenciar sua decisão. Se por outro lado, sua marca nunca impactou de forma nenhuma, ele não tem motivo nenhum para escolhê-la.
O pior dos cenários é quando, por algum motivo, esse cliente teve uma impressão negativa da sua marca. Se foi mal atendido, se achou mais caro do que esperava, se alguém foi frio com ele, se achou o logotipo feio, se a loja estava bagunçada, se o escritório estava com o cheiro errado. Aí, meu amigo, você perdeu a concorrência, provavelmente para alguém que está investindo na própria marca.
Minha mensagem é: não deixe sua marca largada ao acaso. Controle o máximo possível a impressão que você deixa junto aos seus potenciais clientes. Crie estratégias para que suas qualidades, e não seus defeitos, sejam percebidos por eles. Ganhe a guerra pelos corações e mentes do seu mercado.