Como você redesenhar uma das peças de design de embalagem mais onipresentes e reconhecíveis do mundo sem comprometer sua distinção? No caso do novo redesenho mínimo da Coca-Cola, parece que a resposta é: mova o logotipo um pouco para cima.
O primeiro redesenho de embalagem da empresa desde 2016 exibiu os icônicos logotipos Coca-Cola e Diet Coke no topo da lata, deixando algum espaço negativo ousado no meio. É um design bem minimalista – mas espere até ouvir o que a elevação dos ativos da marca da empresa supostamente representa.
Imagem: Coca Cola
De acordo com a Design Week, a equipe interna de design global da Coca-Cola (com sede em Atlanta, EUA) colaborou com Kenyon Weston no novo visual, que faz parte da estratégia ‘One Brand’ da empresa, projetada para “fornecer um visual simples e intuitivo sistema de navegação que transmite todas as variantes da Coca-Cola “.
O redesenho minimalista também viu a equipe retirar a desordem visual da embalagem. “Elementos inadequados”, como o disco vermelho e a linha de onda que antes envolvia a lata, agora foram cortados.
Embora seja certamente um redesenho limpo e simples, a própria descrição da Coca-Cola é tudo menos isso. A empresa é lírica sobre vários aspectos, incluindo o tom vermelho vivo das latas, que “sinaliza autêntico, delicioso e refrescante”. Mas o tratamento mais poético é reservado para o logotipo em relevo – uma “metáfora visual” para o “potencial edificante” dos produtos da Coca-Cola. Amável. Queremos beber o que quer que a equipe de marketing da Coca-Cola esteja bebendo (provavelmente Coca-Cola).
Embora, naturalmente, não iríamos tão longe quanto a própria empresa, descreveríamos o novo visual da Coca-Cola como agradavelmente limpo e minimalista. Não é de forma alguma o redesenho mais ousado que vimos (em vez de apenas levantar seu logotipo, Kit-Kat recentemente o removeu por completo), nem mesmo o mais edificante (a nova marca do Burger King é muito mais divertida), mas faz o trabalho.
Design é muito mais do que tornar as coisas bonitas.
Design tem a ver com desafios. Com dar desígnio. Dar propósito (com o perdão do trocadilho).
Produtos e projetos podem seguir rumos completamente diferentes se têm um olhar para o design inteligente, sustentável, moderno.
Pensando nisso, um grupo com alguns dos mais importantes designers do mundo criou o projeto “What Design Can Do?”. Veja a explicação sobre o projeto, conforme o site deles:
Na What Design Can Do, acreditamos no poder do design e da criatividade para transformar a sociedade. Dinheiro, governos ou ciência não podem resolver problemas globais complexos por conta própria. Precisamos de novas idéias, estratégias alternativas e pensamentos provocativos.
Em nossas conferências anuais em Amsterdã, Cidade do México e São Paulo, convidamos palestrantes de todo o mundo, como o designer de produto holandês Bas Van Abel, a designer de moda senegalesa Selly Raby Kane, a curadora do MoMA Paola Antonelli e o diretor criativo do Google Lab, Robert Wong, para compartilhar sua visão. Uma das principais atrações, porém, é a própria multidão. What Design Can Do é o lugar perfeito para designers e criativos se encontrarem com empresas, indústrias, ONGs e governos que desejam começar a usar a inovação em design. Em workshops, encontros rápidos, jams de design e masterclasses, os participantes são desafiados a participar ativamente.
DESAFIOS Participe de nossos desafios internacionais de design on-line, onde ideias vencedoras são transformadas em produtos viáveis.
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Burger King, Peugeot, GM, Svarovsky e outras grandes marcas acham que é.
Os lockdowns e fechamentos estão acontecendo no mundo inteiro. Vendas em baixa, movimento reduzido. Pessoas preocupadas com suas vidas, sua saúde, seu emprego.
Num cenário desses, pra que se preocupar com uma mudança de imagem? Ou mesmo de campanha publicitária?
Bom, essas empresas citadas acima acham que é exatamente o periodo para fazer essas mudanças. Veja, em alguns casos, eu creio que os processos realmente já estivessem em andamento. Mas se os gestores acreditassem que a pandemia seria um mau momento, sempre poderiam postergar, certo?
A decisão de manter um rebranding nesse momento, na minha opinião, se justifica. Neste artigo eu relaciono os motivos que eu acho que ajudam nessa decisão:
Maior exposição
Novo logo da Peugeot
Fato: pouca gente está se movimentando. Isso garante um lugar maior ao sol. Todas as mudanças são muito notadas. Seus concorrentes estão em modo de dormência. Num período normal, talvez a mudança passasse em brancas nuvens. Mas num período como este, com todo o noticiário dominado pelo mesmo assunto, o que seria corriqueiro há pouco tempo, ganha relevância
Movimento
O segundo motivo é esse mesmo: mostrar que sua marca está viva.
Um rebranding bem feito mostra que sua marca está no jogo. Não só não jogou a tolha, como ainda tem fôlego para alguns rounds. Que não aceita o ostracismo.
E isso é muito bom para seus clientes. Quem admira sua marca sentirá a renovação. Quem não estava no seu público passa a prestar atenção.
Novos tempos
Muita coisa vai mudar com a pandemia.
Analistas ainda estão tateando a profundidade das mudanças que ficarão em nossas vidas. As marcas que demonstrarem ver mais longe poderão ser percebidas como pioneiras. Aqueles que mantiverem uma imagem ligada à vida antes da doença, poderão ficar velhos e serem vistos como obsoletos muito mais rapidamente do que antes.
Foi provavelmente o que pensou a GM ao adotar uma marca mais moderna, próxima e com inspirações claramente voltadas à novas fontes de energia, especialmente a elétrica (podemos discutir se o resultado foi bom depois).
Ás vezes não é o bastante ser uma marca do seu tempo. É preciso estar no futuro. E hoje em dia, impactados com uma catástrofe global as pessoas pensam o tempo todo no futuro.
Velhos tempos
E como nada em comunicação é estanque, temos o oposto direto.
Em um período complicado, clientes sem mobilidade, ansiosos por contato, nada é mais forte do que a nostalgia.
O Burger King acerta, então, ao encampar uma repaginação que aponta para épocas mais simples e felizes, com sua comunicação completamente retrô. O otimismo do passado é perfeito para seus objetivos.
O passado pode não ser para todas as marcas. Mas nesse momento, quem puder usá-lo pode ganhar muitos seguidores para sua marca.
Tédio
Todo mundo lacrado dentro de casa, ouvindo e vendo notícias sobre pandemia em looping, todo dia, 7 dias por semana. Ninguém aguenta mais.
Uma notícia diferente é até percebida de uma forma diferente. Qualquer coisa que arraste a pessoa por minutos para fora da mesmice faz com que ela se sinta até grata.
Se você aprecia maior visibilidade e reconhecimento para sua marca, esse é um momento de ouro.
A pandemia vai passar
Olhando hoje parece uma miragem. Mas sabemos (e esperamos) que a pandemia vai acabar.
Quando a OMS decretar o fim da pandemia, a vida aos poucos vai voltar ao que era antes (com muitas diferenças). Como você quer que a sua marca esteja neste momento? Amontoada com todas as outras na linha de largada ou já na esquina, com 3 corpos de vantagem no grupo de elite?
O novo logotipo do Burger King foi um sucesso, enquanto a reformulação da marca da Premier League enfureceu os fãs. Aqui está o porquê.
POR STUART WATSON
Eu desenvolvo logotipos há mais de 20 anos. Eu os amo desde que me lembro – quando criança, fiquei mais animado com a embalagem do meu carro Matchbox, com o grande logotipo do muscle car flamejante, do que com o próprio carro.
Passei a maior parte da minha carreira pensando que as pessoas não poderiam se importar menos com logotipos, mas ao longo dos anos eu percebi que, na verdade, nós realmente nos importamos. Nós apenas não sabemos disso.
Então, o que há com os logos?
Tenho certeza de que eles não estão na mente da maioria das pessoas, na maioria dos dias. É apenas quando eles são tirados de nós que começamos a nos importar.
E enquanto a comunidade de design rasga novos logotipos em pedaços com base em pequenos detalhes e na síndrome do “eu já vi isso antes”, o público em geral, que é o verdadeiro público do nosso trabalho, fica irritado e chateado. Lembro-me de assistir o jornal The Sun enlouquecer na primeira página com o novo logotipo da BT que criamos na minha primeira agência e os paparazzi escondidos na lixeira do designer que criou o logotipo das Olimpíadas de Londres de 2012, esperando para tirar uma foto o homem que criou sozinho a indignação nacional. Coisas estranhas para fazer se ninguém se importa.
E este é o tema comum em torno de qualquer mudança de logotipo de alto perfil. Grande. Brutal. Fora do Alvo. Choque. Tumulto. Desgosto. E aí, volta ao que era antes. Isso é o que venho tentando entender.
O ATALHO PARA AS MEMÓRIAS
A reformulação da marca da Premier League é um exemplo perfeito. Se você tivesse pedido às pessoas há seis anos para desenhar o logotipo de memória, muito poucas teriam chegado perto. Ninguém o consideraria um exemplo de excelência criativa ou pensaria nele como um logotipo que amava. Eles amam sua equipe. Eles amam seus jogadores. Então, por que tanto alvoroço na imprensa e da internet quando mudamos isso em 2017?
A resposta é simples. Porque Eric Cantona usava esse logotipo, não o novo. Porque o Manchester United ergueu o troféu com aquele logotipo gravado nas alças, não o novo. Porque todos nós temos 25 anos de estruturas de memória conectando aquele logo às nossas memórias favoritas do futebol. E isso estava sendo levado embora. O link estava sendo quebrado.
Dito de outra forma, não é realmente sobre o design do logotipo. Nunca foi. Sempre foi sobre o que um logotipo representa. Logos são um atalho para as memórias. Tire o logotipo e você remove a conexão com todos os momentos que você associa a essa marca. Isso é especialmente verdadeiro para marcas e times esportivos, mas vemos isso em todo tipo de marca. O alvoroço contra a Gap foi tão grande que eles foram forçados a mudar de volta. Quero dizer, quem realmente se importa com o logotipo da Gap? Acontece que todos nós nos importamos.
Portanto, não apenas os novos logotipos não têm significado (isso tem que ser construído com o tempo), mas também retiram o que já existia. Um golpe duplo para o público que estamos tentando atrair.
Sentimentos de boas memórias
A nostalgia é um grande cobertor quente para nos envolvermos, especialmente durante os tempos incertos em que estamos vivendo. Basta olhar para a deslumbrante mudança de marca do Burger King de JKR. Um passeio maravilhoso pela estrada da memória, uma marca que nos leva de volta a uma época mais feliz. Claro, é uma versão empolgante, moderna e digital de uma memória, mas faz com que todos nos sintamos bem. Pode ser uma reformulação da marca, mas ao enraizar o novo trabalho firmemente nas estruturas de memória que o Burger King construiu ao longo dos anos, ele não apenas impulsiona associações positivas de longa data com a marca para o futuro – ele protege com sucesso essas associações positivas do passado. É tão em casa hoje quanto no Starcourt Mall da Stranger Things, e é apoiado por uma onda de otimismo. Na verdade, não li nenhuma crítica ou comentário ruim.
A função de um logotipo é ser um atalho para sua oferta, capturando de forma clara o que você representa e o que o torna diferente. O Burger King conseguiu encontrar o Santo Graal de levar sua marca adiante e, ao mesmo tempo, fortalecer as estruturas de memória de seus fãs. Os melhores logotipos desencadeiam reações químicas em nossos cérebros quando os vemos. Quando vejo a Disney, sou imediatamente atingido por uma sensação de admiração, aventura e narrativa. Quando vejo Hot Wheels, sou transportado de volta à minha infância. E a lista é longa: recentemente perguntamos aos nossos seguidores do Instagram sobre seus logotipos favoritos de infância e recebemos milhares de respostas.
Isso pode explicar por que estamos vendo uma tendência de marcas que olham para o passado como um ponto de partida para seguir em frente. Estamos vendo isso no cinema, na moda, na comida. Até o xadrez voltou. A boa notícia é que, na maioria dos casos, o alvoroço inicial sobre qualquer reformulação da marca não tem relação com seu sucesso. Em um ano de sua polêmica mudança de marca, o Airbnb dobrou com sucesso as reservas para 80 milhões, adicionando bilhões aos seus resultados financeiros. O mesmo vale para a Premier League e inúmeros outros. Depois de construirmos novas memórias e conexões (como ver Raheem Sterling usando o novo logotipo da PL na manga), aceitamos essa mudança e seguimos em frente.
Veja nossa recente mudança de marca do time de rúgbi Wigan Warriors – levou exatamente duas semanas e um chapéu de Papai Noel para deixar de ser desprezado e rejeitado (e eu sendo o homem mais odiado do noroeste da Inglaterra) para ser compreendido e aceito. Simplesmente juntamos os pontos e seguimos em frente.
Você não sabe o que tem até que perde
Então, acho que o que estou dizendo é que todos nós amamos logotipos. Nós os amamos pelo que representam, pelas memórias que guardam. Os mundos para os quais eles nos transportam. Só não sabemos até que seja tarde demais e eles tenham ido embora
Como designer, fico feliz que os logotipos sejam importantes para as pessoas. Temos a responsabilidade de fazer a coisa certa. Mas, em última análise, temos que nos tornar menos obcecados com a aparência de um logotipo e mais sintonizados com a forma como ele nos faz sentir.
Publicado originalmente por Danielle Wightman-Stone aqui
O maior fabricante de cristal do mundo, a Swarovski, revelou uma nova identidade de marca, que afirma oferecer uma “visão ousada que celebra o cristal em todas as suas formas” que inclui a releitura do cisne Swarovski sob a liderança de Giovanna Engelbert, a primeira da marca. já foi nomeado diretor de criação global no ano passado.
A Swarovski renovada também apresentará novas lojas-conceito de tijolo e argamassa para dar vida ao Swarovski Wonderlab. Com 28 lojas Instant Wonder a serem reveladas nos principais mercados globais, bem como em dois novos locais em Paris e Nova York.
No centro da reformulação da marca está uma atualização do logotipo do cisne da Swarovski, que Engelbert explica que foi reimaginado através do filtro do Wonderlab, seu mundo de cristal imaginário.
Engelbert explicou em um comunicado: “O Wonderlab é onde a ciência e a magia se encontram, onde o extra e a elegância colidem, é um sentimento de admiração que todos deveriam experimentar quando os convidamos para o nosso novo mundo na Swarovski.”
Para entrar neste novo mundo, o Swarovski Swan foi virado para o cliente, para representar a nova direção da marca “de frente, pronta para levantar vôo”. O cisne recebeu uma forma aerodinâmica, com um pescoço alongado e colocado em um “envoltório octógono em forma de vela”, que Swarovski explica como “um aceno para um cristal facetado, evocando a habilidade incomparável dos mestres cortadores de Swarovski”.
O novo design simplificado que adiciona foi criado para “reforçar o ímpeto cada vez mais avançado da marca”.
O cisne tem sido um farol de longa data da autoexpressão da marca, acrescentou Swarovski, e simbolicamente, o cisne representa a beleza da natureza e o amor eterno, um sentimento que ele nota é espelhado por seu amor pelo cristal.
Ao adaptar seu emblema, a Swarovski afirma que está reforçando seu “orgulho pelo patrimônio, bem como sua visão para o futuro”.
A diretora criativa da Swarovski, Giovanna Engelbert, revela a nova visão da marca e o conceito de loja Instant Wonder
O CEO da Swarovski, Robert Buchbauer, disse em um comunicado: “A Swarovski é uma empresa enraizada na inovação e na reinvenção. Por 126 anos, permanecemos fiéis ao nosso DNA como marca e crescemos para atender às necessidades de um mundo em evolução. Estamos ansiosos para revelar este novo capítulo em nossa história; aquele que nos marcará como um verdadeiro estilo de vida de cristal para o futuro. ”
Junto com o logotipo redesenhado, a Swarovski apresentará o que chama de lojas “Instant Wonder” nos principais mercados globais que serão uma “festa para os sentidos”. O primeiro redesenho será aberto hoje, 23 de fevereiro em Milão, seguido por mais 27 na América do Norte, Europa e APAC, incluindo novos locais em Paris e Nova York. Com detalhes sobre as lojas Instant Wonder chegando ao Reino Unido a serem anunciados nos próximos meses, acrescentou a marca.
As lojas foram projetadas para refletir a próxima campanha da marca e a nova identidade visual, e apresentarão aos compradores um “espaço de varejo sensorial” aprimorado por cores e texturas vibrantes, esculturas metálicas e materiais inovadores que, afirma Swarovski “trabalham juntos para incentivar a exploração e auto-expressão ”.
As lojas Instant Wonder da Swarovski visam fornecer uma experiência imersiva e hipnotizante no mundo da joalheria que deixa uma impressão duradoura e inspiradora com uma “paisagem de sonho como um doce, repleta de todo o espectro de peças de cristal de estilo de vida”, incluindo componentes soltos, joias, relógios, estatuetas e acessórios, e decorado com um pano de fundo da silhueta octogonal do logotipo da Swarovski, criado a partir da nova embalagem.
Juntamente com as inaugurações em cidades selecionadas, as lojas Instant Wonder serão suportadas por ativações ao vivo e digitais, projetadas em parceria com a Villa Eugenie, sediada em Paris, para criar “uma emoção emocionante de magia para os clientes”. Essas ativações incluirão passeios virtuais, pré-visualizações de peças de coleção e conteúdo de estilo de vida para envolver ainda mais os clientes. Mais sobre o texto originalÉ necessário fornecer o texto original para ver mais informações sobre a tradução
O novo visual Swarovski é a visão da diretora de criação, Giovanna Engelbert, que foi nomeada em maio de 2020, com a tarefa de supervisionar a “direção criativa completa” da empresa, incluindo cristais, joias, colaborações de designers, óculos de sol, iluminação, taças, lustres , perfume, maquiagem e até mesmo binóculos de longo alcance.
Na época de sua nomeação, Swarovski disse que era para garantir “uma visão comum, uma estratégia e uma organização”. Desde então, a empresa está em um momento de transição, cortando 6.000 empregos e enfatizando o foco em tornar os cristais Swarovski mais exclusivos com uma proposta de estilo de vida sofisticado.
Imagens: cortesia de Swarovski; imagens de armazenamento de Alessandro Saletta – DSL Studio
Em 2013, a Forbes soltou uma matéria mostrando as profissões menos rentáveis dos EUA. E lá estava o Design Gráfico, em plena terra do Tio Sam, com um dos 8 piores níveis salariais do país.
Na época, o blog da Propósitto tinha o foco muito mais centrado no designer. Hoje, procuramos dar maior prioridade aos assuntos que interessam aos clientes. Escrevi esse artigo na tentativa de entender os porques do descaso do mercado com nossa profissão. E não poderia esperar um resultado tão forte.
Em pouco tempo, mais de 150 mil leituras se acumularam, tornando-o o texto de maior sucesso do blog. E muitos anos depois, ele continuava a ter tração de ferramentas de busca. Prova de que haviam muitos designers correndo atrás das mesmas respostas.
Agora, no mês em que a Propósitto completa 10 anos de existência, resolvi trazê-lo de volta, e talvez voltar a falar um pouco com os designers. Porque de lá para cá, algumas coisas mudaram, algumas para melhor, muitas para pior. Como está a vida do designer hoje?
Resolvi escrever este texto para tentar trazer a discussão para outros focos, e ligar pontos que ficam desconexos. De um modo ou de outro, a mudança desse panorama passa por discussões sérias, onde cada lado vai ter que apresentar argumentos sólidos para convencer o outro. Porque, indo cada um para um lado, como está, não iremos a parte alguma. Eis o que penso:
1 – Se você comprar esse lixo, ele é todo seu
Vejamos. A pesquisa diz que estamos na base da cadeia alimentar. Somos devorados por todos. Estamos entre os primeiros a ser descartados quando a água bate nos digníssimos traseiros de nossos empregadores.
Existe um lado não explorado na matéria, que tem a ver com outra matéria que eu li, semanas atrás. Essa aqui. Ela dá conta de que milhares de pessoas aportando no mercado de trabalho atual tem procurado as áreas da chamada “Economia Criativa”. Áreas que teoricamente são “excitantes”, “vibrantes”, que têm menos regras de conduta, com horários mais flexíveis, em que você pode ser mais você. Setores como games, software, audiovisual, moda, editoração e mídia, e é claro, DESIGN.
Isso transformou o setor numa certa meca, um local de sonhos, onde as empresas mais parecem clubes, cheias de gente interessante, inteligente, com valores pessoais tão grandes… E dura, sem grana.
É preciso que se saiba, que estamos entre as áreas mais demandadas da economia atual. O design exerce um papel cada vez maior da escolha de compra do consumidor. Em alguns casos, é o fator central. Milhões e milhões de dólares são feitos sobre o trabalho de valorosos designers.
Mas o sonho, dizem, é trabalhar por prazer. Bom, eu tenho algo a dizer:
2 – Trabalhe por grana
Amigos meus de longa data, profissionais competentes, com portfólios bem estruturados me dizem que o mercado não está pra brincadeira. Que um diretor de arte num estúdio de médio porte ganha por volta de R$ 3.000,00, bruto (e de 2013 para cá, acreditem, isso não mudou, nem mesmo se atualizou). E para merecer esse salário, ele vai ter que dominar o pacote master Adobe, manjar de HTML, CSS, PHP, arranhar um ASP, se virar num 3D Max e saber fazer vinhetas animadas pra vídeo.
Minha reação quanto a isso. Para mim, não. Eu não dirijo arte por R$ 3.000,00. Antes disso, faço um curso de torneiro mecânico, uma profissão que não exige muito da minha criatividade, mas que paga melhor do que isso, e nas horas vagas eu pinto quadros, faço histórias em quadrinhos, aprendo a tocar um instrumento e mato meu desejo por realização criativa.
É preciso aprender a dizer não. E isso é mais difícil do que se espera.
Afinal, como deixar passar aquele job de logo para uma Surf Shop que caiu no seu colo, mas que o dono agora não tem grana pra investir? Como recusar aquela ilustra engraçadinha que vai sair numa revista mais ou menos bem-lida? Como deixar de pegar o catálogo só porque o dono da empresa quer que você também tire fotos da linha de produtos inteira dele, mesmo você explicando que só tem a câmera do celular? E como correr o risco de perder uma concorrência só porque você vai perder duas noites num “rascunho” simples que todos os outros designers vão fazer, para o cliente escolher qual gosta mais?
É fácil dizer. Mas na hora, o medo da dispensa leva muitos a colocar os rabos entre as perninhas, mandar um “ok”, e o pior de tudo, ainda achar algum prazer na experiência do estupro.
Seu cliente precisa saber que você trabalha por dinheiro, assim como ele. Que você está comprometido com o sucesso daquele projeto para que ele ganhe dinheiro, e te procure novamente para que você faça sua mágica. É simples assim. Você precisa cobrar o suficiente para que, se um dia tiver seu dia completamente lotado de trabalhos, esteja bem de vida. O quão bem de vida? Isso é contigo. Eu tenho meus sonhos, e as duas únicas ferramentas que tenho para realizá-los são meu trabalho, e a chance de acertar sozinho na mega-sena.
3 – Projete a imagem de si que você quer que os outros vejam
Saiba que seu cliente tem uma visão de você. E que você o ajudou a construir essa visão.
Na cabeça dele, um advogado, um engenheiro ou um médico muito bem-sucedidos andam de BMW, tem casas na praia e viajam para a Europa com a família nas férias. Um designer muito bem sucedido tem um iPhone, dirige um Kwid e usa roupas “muito loucas”.
Culpa sua.
São os valores que você mostrou para seu chefe, para seus amigos, sua rede. Você fala disso, veste isso, dirige isso, e parece não ter as preocupações que todos têm em relação ao futuro. “A vida até parece uma festa”, diriam os Titãs. Você tenta passar para o mundo que nasceu predestinado, com um dom, e que por isso não dá trabalho fazer o que faz. É tranquilo, com um pé nas costas. Bom, ninguém valoriza quem trabalha na moleza. Você sente muito prazer em sua profissão, guarde-o para si. Até ator pornô diz que o trabalho dele é bem duro e técnico.
Todo profissional quer ser respeitado. O modo como cada um batalha para conseguir esse respeito e proteger seu meio de vida é que difere.
Alguns designers que tenho visto (e alguns são muito bons), tentando quebrar essa visão, tem usado um approach absurdamente técnico no exercício do design. Explicam grids, pixels, minúcias tipográficas, tendências com uma desenvoltura que eu poucas vezes vi. É uma saída. O cliente e o mercado passam a ver design como uma profissão, não como estilo de vida. Mas não sou completamente a favor.
Na minha opinião, deveriam estar se esmerando na arte de mostrar para o cliente o quanto o investimento dele RETORNA ao seu bolso. O quanto ele PRECISA investir em design, antes que o concorrente o faça, ou faça melhor, e o deixe chupando o dedo. O quanto o design vale a pena, e a quantidade de gente que não entende patavina disso tudo. O lado técnico estará lá, mas embutido dentro da entrega. Caso contrário, o risco é o cliente achar que tudo isso é muito complicado para ele e deixar para seu sobrinho, que não lhe dá essas dores de cabeça.
Não sei quem foi que disse, que, o mundo seria diferente se todos soubessem o que se passa dentro de um centro cirúrgico ou numa fábrica de linguiça. No fundo, nem tudo o cliente tem que saber. E dissecar os tintins por tintins da área para todos é no máximo um bom exercício acadêmico, que surte um grande efeito na pagação de pau entre outros designers.
4 – Regulamentação?
Estamos convivendo com uma ameaça(?) de regulamentação desde que eu me formei, e olha que eu fiz paste-up.
Eu já fui a favor, já fui contra e muito pelo o contrário.
Hoje, eu acho que é um caminho natural, como profissão, de se ter alguma regulamentação. O difícil é achar que isso ajuda a mudar qualquer coisa desse panorama. Ok, vamos ter uma lei que diz que não se poderá pagar menos que um salário mínimo para um estagiário. E daí? Que precisará de diploma para exercer (será?) mas e daí?
Porém, por mais sentido que possa fazer, a impressão que dá depois de tantos anos é que não vai sair. Não vai porque não é prioridade para ninguém. Não vai porque não conseguimos fazer dessa uma pauta relevante, e não vai porque nesse momento, o mundo tem mais com o que se preocupar.
Se o mercado não valoriza uma profissão por si só, uma lei vai fazer isso?
Alguém acha que a Regulamentação vai obrigar um patrão pagar R$ 10.000 para um diretor de arte?
Que vai impedir que os bróder fiquem trampando até as 3 da matina para entregar layout a troco de pizza (mesmo que na lei seja proibido, mesmo sem regulamentação nenhuma)?
Que um cliente pague a um designer o suficiente para que ele possa viver dignamente e dedique a quantidade de horas necessária para que ele lhe entregue um trabalho realmente de primeira?
Sempre gostam de nos comparar com as leis de médicos, advogados e engenheiros (eu mesmo fiz isso parágrafos acima), profissões ultra-regulamentadas, que tem entidades de classe representativas. Mas precisamos entender certas verdades do mercado.
Aceite: o mundo sempre vai precisar mais de médicos, engenheiros e advogados. Se fossemos atacados por alienígenas hoje, iríamos precisar especialmente dos dois primeiros. É do jogo.
Mas isso não quer dizer que precisemos ganhar menos do que a secretária de um médico. Porque no frigir dos ovos, médicos, advogados e engenheiros vão ao supermercado, e resolvem comprar um produto em detrimento do outro porque a embalagem ou a marca lhe passou mais confiança. Compram carros porque são mais bonitos. Vestem roupas que combinam com estilos de vida que um designer ajudou a criar. Portanto, enquanto os aliens não chegam, você é sim, parte importante da sociedade em que vivemos, e merece ser pago pelo que faz.
5 – O que ninguém falou
Junto da lista da Forbes, há uma outra matéria (essa). Que diz que as profissões ligadas a arte e ciências estão entre as menos bem pagas nos EUA.
Se você ler, vai ver que eles colocam a faixa dos salários. A frase que me chamou a atenção é essa: “Quando conseguem um emprego, o salário médio é de apenas US$ 28 mil por ano, em comparação com ganhos iniciais de um engenheiro mecânico, de US$ 58 mil anuais”.
Faça as contas. US$ 28 mil por ano dá, em valores de hoje, algo em torno de R$ 14.000 mensais, para um iniciante. O que mostra que aqui, em terras tupiniquins vamos ter que melhorar MUITO para ficar ruim igual lá.
Ou seja: se você não quer abraçar a carreira de torneiro mecânico, e melhor começar a fazer algo para mudar.
Certas marcas sabem como manter o interesse em seus produtos e propriedades como ninguém.
Para empresas como a Marvel ou Harley Davidson, que lidam com propriedades intelectuais ou bens duráveis, isso é uma tarefa um pouco mais simples.
Mas para uma marca de fast food, é preciso uma dose extra de criatividade para manter a relevância com seus produtos.
O Burger King aposta em campanhas ultra bem humoradas para manter seu carro chefe, o Whopper, sempre na mente dos consumidores.
O Mc Donalds está dando um passo à frente para promover o amor ao Quarterão com Queijo nos Estados Unidos, e lançou uma linha produtos inusitados, que incluem Pins exortando o lanche, luvas para casais e até uma incrível linha de velas com aromas dos ingredientes dele.
Se deu certo? Bom, no site que vende os ítens, quase todos estão esgotados, à excessão do calendário.
Veja mais no site da campanha: https://goldenarchesunlimited.com/collections/mcdonalds-quarter-pounder-fan-club
Artigo por Seth Godin. Originalmente publicado em BrandChannel.
Sua marca pode não ser o que você pensa que é, mas é mais importante do que nunca.
Marca não é logotipo. A marca não é o que está na sua declaração de missão. E marca definitivamente não é o que seu CMO insiste.
Sua marca é simplesmente uma promessa. É um atalho que todo mundo com quem você se envolve usa para descobrir o que esperar. Não temos outra maneira de navegar pelo mundo. Existem muitas opções e não há tempo suficiente. O que significa que não podemos saber o que você conhece ou faz a pesquisa que você fez. Certamente não podemos nos tornar químicos e analistas de desempenho. Tudo o que podemos fazer é fazer nossa melhor escolha no momento, e essa escolha é baseada na promessa.
Nike tem uma marca. Se a Nike abrisse um hotel, você saberia bastante o que esperar dele. No momento, você provavelmente está imaginando o saguão ou imaginando o que está na parede da sala.
A Marriott, por outro lado, simplesmente tem um logotipo. Se o Marriott lançou uma linha de tênis de corrida, você não tem idéia do que esperar (exceto que eles provavelmente seriam chatos e com preços um pouco abaixo das marcas de ponta).
Podemos aprender muito sobre a marca com o vinho, porque a experiência é tão facilmente testada. O Journal of Wine Economics escreveu sobre isso há décadas. Em um estudo amplamente citado, eles descobriram que, em uma prova cega, os amantes do vinho preferem o vinho mais barato ao vinho caro. Obviamente, se o mesmo acontecesse nas degustações à vista, ninguém jamais compraria vinho caro. Ver o vinho (que é outra maneira de dizer “entender a marca”) muda a maneira como o vinho é saboroso.
Vale a pena repetir isso: entre pessoas com paladares treinados e muita atenção concentrada, a conscientização de uma marca de vinho muda a maneira como o vinho é saboroso.
Obviamente, isso é verdade para praticamente tudo o que compramos.
O high-end e o low são provavelmente fabricados na mesma fábrica. Axe tem uma equipe de marketing que fica logo abaixo das pessoas que comercializam a Dove. E a Amazon cria um ambiente para o cliente, onde tudo está a um clique de distância, eliminando a geografia e a conveniência de muitas conversas.
O que um profissional de marketing deve fazer?
A resposta não é um anúncio mais sofisticado, um rótulo ou logotipo melhor de Michael Beirut.
Em vez disso, o caminho está no entendimento do que significa fazer e manter uma promessa da marca.
Para quem é e para que serve?
O que acontecerá com meu status se meus amigos me virem com este produto?
Isso me fará sentir estúpido por pagar mais por isso?
A compra e o uso deste produto me ajudam a se encaixar ou se destacar?
Como o preço deste produto se encaixa na minha história sobre dinheiro?
Na Índia rural, a Water Health International tem uma marca que é invejada por qualquer profissional de marketing. Eles vendem água fresca em aldeias que antes não tinham. O produto substitui uma caminhada de uma hora até um riacho por água suja, água que pode deixar sua família doente. Existe alguma promessa mais forte que uma marca pode fazer? Isso economizará seu tempo e também sua vida.
Vale a pena considerar algumas coisas sobre o WHI:
1- Quando eles chegam a uma vila, poucas pessoas adotam a nova água imediatamente. Demora meses ou anos. Isso ocorre em parte porque as pessoas são céticas e também porque sua história sobre dinheiro, status e tradição não deixa espaço para fazer uma escolha sobre pagar pela água.
2- O WHI não lhe venderá água em seu próprio contêiner. Em vez disso, você deve comprar um de seus recipientes, que é de cores distintas. A razão ostensiva é que o reabastecimento de um recipiente contaminado pode muito bem levar a doenças, destruindo sua promessa. A melhor razão é que, à medida que as pessoas vêem cada vez mais latas personalizadas na vila, a confiança aumenta, o status aumenta e a demanda também aumenta.
3- O que leva à maior pista: mesmo quando você pensa que pode estar na base da hierarquia de Maslow (o que poderia ser mais básico do que a água potável?), A ação quase sempre envolve necessidades mais altas, como pertencer e pertencer à comunidade.
Por causa de cinquenta anos de TV, os profissionais de marketing ficaram preguiçosos. Achamos que nosso trabalho eram fotos bonitas e anúncios sofisticados. Não é verdade. Nosso trabalho é mudar. Nosso trabalho é fazer uma promessa sobre como nossa intervenção no mundo do cliente oferecerá a eles um caminho para melhor.
Nós sabemos que você tem uma escolha. Existem várias maneiras de conseguir isso. Nós vendemos a coisa também. A diferença é que nossa marca, nossa promessa, oferece mais do que isso. Dá-lhe a mudança emocional que você esperava o tempo todo.
A marca, em geral, só é eficaz se cair nos ouvidos receptivos. Ou seja, se você comunicar uma proposta de valor ao seu público-alvo e a (s) mensagem (s) não for suficiente, você não fez um trabalho eficaz de branding, para dizer o mínimo. A marca eficaz envolve não apenas entender quem é seu público-alvo, mas também saber como alcançá-lo.
Por exemplo, digamos que você ofereça serviços jurídicos sob demanda. Seu comprador-alvo pode ser uma pequena empresa que não tem orçamento para contratar um advogado em tempo integral. Então, como você pode chegar até essas pessoas? Bem, você precisa fazer algumas coisas primeiro para entender melhor seus botões de atalho, como:
Coloque-se no lugar deles e imagine andar em um dia típico – que desafios eles enfrentam? O que poderia irritá-los mais?
Desenvolva uma personalidade de comprador para dar vida a esses usuários.
Faça um palpite sobre o que eles lêem (publicações do setor, sites, blogs) que eles podem ler e visite esses sites para ver quais tópicos estão em alta.
Depois de responder a essas perguntas, é hora de agregar sua lista de desafios / botões de atalho e tópicos do setor e desenvolver mensagens / proposições de valor para abordá-las com soluções e valor.
Elaborando Mensagens-Chave Direcionadas
Aqui está um exemplo (novamente, usando a empresa de serviços jurídicos sob demanda):
Botões de acesso identificados: sem tempo livre, orçamento pequeno, fluxo de caixa limitado.
Desafios identificados: infrações de conformidade, disputas com clientes.
Mensagem-chave: A XYZ oferece serviços jurídicos de nível empresarial para pequenas empresas, sem incorrer em despesas iniciais de capital ou precisar reter um advogado em tempo integral.
Proposta de valor: as pequenas empresas têm acesso imediato ao suporte legal necessário para cumprir as regulamentações relevantes, resolver disputas que de outra forma seriam caras e muito mais.
Toda mensagem-chave e proposição de valor associada devem, no mínimo, especificar o comprador-alvo e o valor que recebem, conforme mostrado acima.
Páginas da Web dedicadas e específicas do comprador
Outra maneira de se relacionar com os compradores-alvo é bifurcar seu público-alvo em sua página inicial, direcionando os visitantes para páginas dedicadas a suas necessidades específicas. Para o escritório de advocacia, as páginas dos compradores podem incluir “Proprietário de empresa de pequeno porte”, “Capitalista de risco” e “Pequena divisão de grandes empresas”. Em cada uma dessas páginas, concentre-se no seguinte:
Introdução – apele às suas necessidades, desafios e botões de atalho para mostrar a você o que eles estão passando.
Solução – apresente sua solução (produtos / serviços) como resposta aos seus problemas; use diferenciação para destacar seus produtos das competições “.
Valor – introduza o valor específico que suas soluções proporcionam a esse comprador-alvo e tente ajustar o valor ao seu ambiente de negócios específico.
ROI – se possível, cite um exemplo de cliente e o ROI associado que eles receberam.
Branding não é fácil … de jeito nenhum. É por isso que existem dezenas de profissionais de marca prontos para ajudá-lo a executar as funções descritas neste artigo. Como uma pequena empresa, é absolutamente imperativo que você faça mais com menos. Eu sei disso, como proprietário de uma pequena empresa. Eu sempre tenho que transformar água em vinho ou um quarto em dólar. É o que fazemos.
Ser o mais direcionado possível com sua marca é outra maneira de fazer a mesma coisa. Você não tem recursos para ferver o oceano; escolha uma pequena enseada e aqueça-a. Quanto mais direcionado você conseguir com seus compradores-alvo, suas necessidades e o valor que você lhes oferece, mais poderá fazer com menos.
Como um aparte, você pode estender suas práticas de marca direcionadas aos seus scripts de vendas, materiais colaterais, postagens no blog, estandes de eventos e assim por diante.
Você costumava precisar de um novo smartphone a cada ano ou dois. É difícil lembrar agora, mas atualizar para uma nova geração de telefone significava obter acesso a recursos cruciais: a Internet tornou-se navegável, as fotos tornaram-se legíveis e os PDFs tornaram-se abríveis. Houve um tempo, não muito tempo atrás, em que você podia ver os pixels individuais na tela! Imagine isso!
Mas mesmo os menores pontos de dor e inconvenientes restantes deixados nos smartphones foram lixiviados pelo progresso incremental. O smartphone está bom agora. Claro, seria bom se eles quebrassem menos e a bateria durasse mais, mas o que tínhamos está bom há algum tempo. Nenhuma empresa precisa fazer um novo smartphone a cada ano. Isso inclui Apple e Google, duas empresas que lançam novos telefones em que a câmera é a única grande atualização a se falar.
“Francamente, é surpreendente que a Apple e o Google não tenham feito nada de importante aqui”, diz Gadi Amit, fundador da empresa de design de sustentação do Vale do Silício, NewDealDesign, dos próximos telefones. “Eles ainda estão lidando com o ciclo de luta de especificações de ontem: a câmera”.
Atualmente, os novos recursos tendem a vir de software e aplicativos, não de hardware. Mas você não precisa de um iPhone 11 para ver o filtro Snap mais recente. Enquanto isso, a produção de novos telefones tem um custo ambiental impressionante no planeta. Além disso, os consumidores parecem se importar cada vez menos com um telefone “novo”. As vendas de smartphones já estão caindo globalmente e as pessoas estão atualizando seus telefones com menos frequência – para a maioria de nós, um novo telefone é uma compra profundamente dispendiosa.
Mas existe alguma alternativa ao ciclo interminável de lançamentos de telefones? E se a Apple não houvesse lançado o iPhone 11? E o Google não houvesse lançado o Pixel 4?
Para os usuários, a vida continuaria. Mas, para as próprias empresas, desafiar a cadência de lançamentos anuais seria um grande risco. “Ninguém quer balançar o barco. Ninguém quer um falso passo como a Samsung, com sua tela dobrável [atrasada] ”, diz Amit. “Mas é uma proposta arriscada. Se você continuar assim, mais um ano, poderá ficar para trás.
Google’s Project Ara experiment. [Photo: Google]
UMA LIÇÃO DA INDÚSTRIA DE AUTOMÓVEIS
Amit trabalhou em vários projetos secretos de smartphones, incluindo uma tentativa ambiciosa de mudar a maneira como os consumidores compram telefones: o Project Ara, do Google. Ara era um telefone modular; a idéia era que você poderia atualizá-lo gradualmente ao longo do tempo, trocando o processador, a câmera ou qualquer número de sensores, como trocar peças em um quebra-cabeça que poderia parecer super-retorcido.
Em teoria, um telefone modular seria melhor para os consumidores, que poderiam facilmente substituir componentes para manter o telefone funcionando e atualizado. E seria melhor para o meio ambiente, porque menos telefones novos seriam fabricados a cada ano. Mas, crucialmente, Ara também parecia viável do ponto de vista comercial.
“Quando trabalhamos no telefone Ara, uma estatística incrível [nos deparamos] foi, eu acho, um terço do lucro na indústria automobilística vem de atualizações e opções. Portanto, a noção de modularidade não era benevolente. É também a frivolidade de atualizações e acessórios. Você pode comprar o telefone básico mais barato, mas gasta US $ 150 em uma câmera sofisticada que não tem certeza de que precisa. E isso é realmente muito lucrativo ”, diz Amit. “É o que está acontecendo com os carros. Você entra em uma concessionária para comprar a Toyota de baixo custo. . . então você gasta US $ 5.000 em cima disso. ”
No entanto, o telefone modular mostrou-se bastante difícil de fabricar e incerto o suficiente para comercializar, portanto o Ara acabou sendo congelado em 2016. Notavelmente, a Motorola teve algum sucesso com uma plataforma de telefone semi-modular, chamada Motorola Z, no México e no Brasil, onde smartphones de baixo custo são populares. Mas seu escopo é muito mais conservador do que a visão de Ara.,
O SMARTPHONE COMO ASSINATURA?
Existe outra maneira de as empresas desenvolverem um modelo de negócios que alivie parte da pressão para vender aos consumidores um novo telefone a cada ano ou dois? Quando fiz essa pergunta a Frank Gillett, vice-presidente e diretor da firma de analistas Forrester, ele sugere que outra abordagem esteja em ordem. “Se você pensa no [telefone] como acesso ao nosso eu digital, isso começa a parecer um serviço”, diz ele.
O que Gillett sugere é que, em vez de comprar um novo iPhone ou Pixel, você pode assinar um contrato mensal (robusto!) Com a sua operadora de telefonia. E por um custo, talvez de US $ 100 a US $ 200 por mês, você recebe um telefone com garantia, serviço de voz e dados, aplicativos inclusos e muito espaço para armazenamento de suas fotos, vídeos e contatos. Depois, você pode pagar mais ou menos, dependendo do telefone que deseja (talvez uma opção boa, melhor ou a melhor).
Frank Gillett aponta para a Amazon, que meio que apoiou esse modelo na Prime, oferecendo tantos serviços sob o mesmo guarda-chuva – e vendendo hardware altamente subsidiado para alimentá-lo.
Mas vender aos consumidores uma assinatura de smartphone em vez de um novo telefone parece levar a acordos ruins para os consumidores – um cenário glorificado do aluguel por conta própria. Além disso, para os fabricantes de smartphones, o modelo de assinatura pode não ser financeiramente atraente. Uma assinatura pode fornecer receita estável, mas não necessariamente muito lucro no final do dia. “Você vende um iPhone 10 por US $ 1.000, já existem US $ 400 a US $ 500 em lucro [ou mais]. É muito difícil conseguir de US $ 400 a US $ 500 em assinaturas ”, diz Amit, que destaca que os aplicativos de assinatura de música, que dividem lucros com terceiros, provavelmente não oferecem à Apple as margens que o hardware oferece.
E sinceramente, a Apple (e até certo ponto o Google) já retirou esse serviço extra e a receita de assinatura de seus usuários! A Apple possui o iCloud, uma nova assinatura de aplicativo, toda a sua App Store, para a qual são cobrados 30% da receita, um cartão de crédito e opções de garantia – além de ganhar dinheiro vendendo caixas e substituindo baterias e telas de vidro.
Apesar da falta de uma alternativa óbvia ao ciclo de atualização anual, um acerto de contas está chegando à indústria de smartphones. Eu argumentaria que o Google e a Apple sabem disso. A Apple lançou recentemente o iPhone 11 a partir de US $ 700 – que era notavelmente US $ 50 mais barato que o custo XR do iPhone, quando comparado ao ano anterior. O Google anunciará seu Pixel 4, que vazou pesadamente, amanhã, mas a empresa também está desenvolvendo silenciosamente alguns eletrônicos para durar a longo prazo. Você vê isso predominantemente em seus projetos Home, como o assistente Home Mini. A equipe de design do Google enfatiza formas e cores que não se chocam ou substituem a velha geração de assistentes domésticos.
Mas quando se trata de smartphones, parece que nem a Apple, nem o Google, nem nenhum de seus concorrentes estão diminuindo a velocidade – ou perdendo a chance de destacar um concorrente, mesmo da menor maneira possível.
Apesar da falta de uma alternativa óbvia ao ciclo de atualização anual, um acerto de contas está chegando à indústria de smartphones. Eu argumentaria que o Google e a Apple sabem disso. A Apple lançou recentemente o iPhone 11 a partir de US $ 700 – que era notavelmente US $ 50 mais barato que o custo XR do iPhone, quando comparado ao ano anterior. O Google anunciará seu Pixel 4, que vazou pesadamente, amanhã, mas a empresa também está desenvolvendo silenciosamente alguns eletrônicos para durar a longo prazo. Você vê isso predominantemente em seus projetos Home, como o assistente Home Mini. A equipe de design do Google enfatiza formas e cores que não se chocam ou substituem a velha geração de assistentes domésticos.
Mas quando se trata de smartphones, parece que nem a Apple, nem o Google, nem nenhum de seus concorrentes estão diminuindo a velocidade – ou perdendo a chance de destacar um concorrente, mesmo da menor maneira possível.
“Você tem falta de inovação de um lado e um fenômeno de pessoas serem mais conscientes do meio ambiente, fazendo perguntas sobre isso [do outro lado]”, diz Amit. “Não acho que seja sustentável. Mas atualmente, ninguém quer admitir isso. ”