fbpx

Autor: Propositto

  • Como o LinkedIn pode ajudar com sua marca on-line

    Como o LinkedIn pode ajudar com sua marca on-line

    Toda empresa quer ser vista. Hoje em dia, a melhor maneira de ser notado é on-line, especialmente através das mídias sociais. Sua marca on-line é importante porque determina quem você é e o que você faz, e é a primeira coisa que qualquer cliente em potencial notará.

    Facebook, Twitter, Instagram, Google+ e LinkedIn são as principais plataformas de mídia social, mas o último – LinkedIn – é uma das melhores formas de empresas de mídia social pode usar para, não só para a rede com pessoas afins de negócios, mas também para ajudar com a sua marca on-line também.

    Existem várias maneiras pelas quais as mídias sociais podem beneficiar as empresas, mas por que o LinkedIn? Isso ocorre porque é considerado mídia social de negócios, o que permite que as empresas interajam profissionalmente on-line. E para se destacar, você deve criar um perfil que se destaque .

    O LinkedIn é baseado em conexões comerciais . Todas as conexões que você tem são consideradas conexões de primeiro nível. Qualquer pessoa conectada a eles é de 2º nível e depois conectados a eles são conexões de 3º nível. Isso mostra como essa plataforma de mídia social é ampla e as oportunidades são infinitas.

    O que é o LinkedIn?

    O LinkedIn é a plataforma de mídia social de negócios número um, com mais de 500 milhões de membros em todo o mundo. É considerado uma ferramenta profissional usada por muitas empresas em diversos setores. Ele existe essencialmente para parecer um currículo on-line ou currículo, que permite aos profissionais buscar novas oportunidades.

    Mas também é benéfico para as empresas, não apenas como uma ferramenta de recrutamento, mas para existir apenas como uma marca na plataforma de mídia social. Um perfil consiste em vários scripts (resumo, experiência, educação, etc.) e o conteúdo escrito em cada um deles pode refletir tanto o negócio quanto o indivíduo.

    Como membro do LinkedIn, você pode fazer conexões com suas conexões (ou seja, conexões de primeiro, segundo e terceiro nível) e procurar pessoas que trabalhem em um setor no qual você possa se interessar. Usado principalmente para redes profissionais, o LinkedIn permite que profissionais qualquer setor para encontrar possíveis funcionários ou possíveis clientes empresariais.

    Quem usa o LinkedIn?

    Ele é usado por todos e qualquer pessoa na empresa que deseja ser visto on-line e fazer fortes conexões comerciais. Com mais de 500 milhões de pessoas cadastradas, a partir de 2017, e 80% dos leads B2B vêm do LinkedIn ( estatística: LinkedIn, 2017 ), tornou-se a plataforma para redes de negócios profissionais.

    Eu pessoalmente aproveitei o LinkedIn como um escritor profissional com o consultor especializado em crescimento de negócios, Dr. Mark D. Yates . Eu escrevi conteúdo para empresas de vários setores. Estes podem ser sinalização digital, soldagem de pinos, elevadores, equipamentos de mergulho ou pisos de poliuretano. Como há tantas empresas para as quais escrever, há uma variedade de potencial para quem quer promover, vender ou procurar novos clientes.

    Os cinco principais setores no LinkedIn são Finanças, Medicina, Educação, Alta Tecnologia e Manufatura, e 48% de todos os membros do LinkedIn usam pelo menos uma vez por dia. (Estatística: SlideShare, 2016 ). Portanto, muitos donos de empresas, diretores executivos, CEOs, etc., podem ser encontrados em redes nesta plataforma de mídia social de negócios, portanto, sua marca on-line é importante.

    Sua marca on-line

    Sua marca on-line começa com visibilidade. Como você se parece ou como você aparece para os outros online. Usar o LinkedIn para a sua marca on-line é essencial para ser visto por profissionais ou por pessoas que você deseja ver.

    Ao usar as mídias sociais para marcas on-line, você deve fazer isso para promover a marca de sua empresa e a si mesmo como marca. É tudo sobre identidade – Quem é você? O que você faz? e por que eu deveria gostar de você?

    Ao fazer isso, tudo se resume a otimizar seu perfil do LinkedIn com conteúdo profissionalmente escrito e rico em SEO, que reflita o indivíduo e faça referência à empresa ao mesmo tempo. Ter esse toque pessoal instiga o lado emocional da marca , à medida que ela se afasta de uma entidade corporativa sem rosto.

    O marketing de mídia social tornou essencial agora que as empresas tenham um toque pessoal em sua visibilidade. Como o perfil individual do LinkedIn se relaciona com um funcionário individual, ele coloca uma face amigável na empresa e também torna muito mais pessoal.

    As coisas que você pode fazer no LinkedIn para sua marca on-line são:

    • Otimize seu perfil
    • Fazer conexões
    • Publicar conteúdo de qualidade consistente

    O LinkedIn é visto como a plataforma de mídia social na qual empresas e profissionais podem se conectar livremente sem precisar viajar para nenhum lugar. O LinkedIn pode ajudá-lo com sua marca on-line principalmente por meio da visibilidade e do reconhecimento em um local onde sua reputação está em casa com outros executivos com a mesma opinião.

    Os benefícios

    Há muitos benefícios em ter ajuda do LinkedIn com sua marca on-line. É um poderoso ativo de vendas, marketing e branding que pode resultar em crescimento exponencial de negócios e lucro. O LinkedIn pode ajudar com sua marca on-line porque é uma ferramenta eficaz para reconhecimento de marca e promoção de marca.

    Quanto mais visibilidade você e sua empresa tiverem no LinkedIn, mais as pessoas saberão quem você é e o impacto positivo que você pode ter em suas vidas profissionais. Mais conexões significam mais dinheiro. Isso ocorre porque, quanto mais você se relaciona online com os profissionais de negócios, maior a probabilidade de gerar leads .

    A geração de leads pode ser transformada em potenciais clientes e negócios, e é a partir daí que as empresas progridem, avançam e alcançam o sucesso que alcançaram. As empresas podem obter leads de qualidade simplesmente por meio de redes com outras empresas on-line.

    As empresas podem fazer contatos na página inicial do LinkedIn, ou “feed de notícias”, ou podem se conectar a empresas / setores específicos por meio de grupos do LinkedIn. Você pode usar o LinkedIn para gerar leads em três etapas simples:

    • Torne-se um membro do grupo
    • Crie um conteúdo relevante
    • Compartilhar o conteúdo no grupo

    Portanto, obtenha um perfil profissional e bem escrito com uma foto de qualidade; rede com suas conexões e em grupos; compartilhar conteúdo de forma consistente; e interagir com as pessoas para mostrar, não apenas o que você vende, mas quem você é como marca.

    Matéria original: Duct Tape Marketing

  • Apostas para as mídias sociais em 2019

    Apostas para as mídias sociais em 2019

    Redes sociais pagas ganham popularidade

    Como descobrimos em 2018, se você não está pagando por uma rede social com sua carteira, está pagando pela rede social com seus dados e informações pessoais  . Então, isso poderia levar ao surgimento de redes sociais pagas, nas quais você precisa apostar algum dinheiro para participar das partes “premium” de uma rede social. O candidato mais óbvio seria pago como membro do grupo no Facebook.

    Bate-papo em grupo se torna a rede social de escolha

    Uma grande tendência que vem fervendo há algum tempo é o bate-papo em grupo como uma rede social por si só. O WhatsApp , o  Slack  e o Facebook Messenger mudaram a maneira como nos comunicamos, e um nome que começou a se tornar mainstream em 2018 foi o Discord.

    Instagram perde sua marca de influenciador

    No ano passado, o Instagram foi responsabilizado por tudo, desde  depressão adolescente  a práticas de marketing sem escrúpulos envolvendo influenciadores de mídias sociais. Além disso, os dois co-fundadores da empresa saíram da empresa em 2018. Assim, o próximo ano pode ser o ano em que  os influenciadores de mídias sociais  também se afastam, de preferência para uma nova plataforma que lhes dá muito mais chances de sucesso. ganhar dinheiro promovendo produtos que eles gostam.

    Twitter trava seu caminho ainda por mais um ano

    Se há uma rede social que nos atormenta com a promessa de que “finalmente descobriu as coisas”, é o  Twitter . Todo ano, parece que o Twitter vai se transformar em algo novo e empolgante – e depois acaba nos dando algumas mudanças incrementais que realmente não mudam nada. (Veja, mais de 140 caracteres!) Procure mais mudanças de interface do Twitter no próximo ano, como alterações no feed de notícias.

    Ouvimos mais do que queremos ouvir sobre privacidade e dados pessoais

    O grande ato de privacidade do consumidor da Califórnia, conhecido como  CCPA,  está chegando em 2020, e o agudo dinheiro agora está apostando em uma nova e maciça lei federal de privacidade a ser aprovada entre agora e então. Gigantes da tecnologia estão alertando que a lei da Califórnia será restritiva demais, e agora estão pressionando por um ato federal mais gentil e gentil.

    Uma nova rede social entra em nossas vidas

    E, finalmente, aqui está uma previsão que certamente trará alegria aos  profissionais de marketing digital  : uma nova rede social aparecerá “do nada” e chegará à fama em 2019. Talvez seja uma rede social para substituir o Google Plus, que recentemente conheceu uma morte prematura, ou uma nova plataforma de conteúdo para substituir o Tumblr, que recentemente fez manchetes ao proibir o conteúdo do NSFW. Ou talvez seja o surgimento de uma nova rede social como o TikTok, o aplicativo de vídeo social que começou a gerar buzz e dinâmica nos últimos meses do ano. Até mesmo o  Fortnite  foi mencionado como um novo tipo de híbrido de plataforma de jogos que atende às redes sociais. Facebook talvez seja tão vulnerável quanto nunca, então será esse o ano em que outra rede social finalmente desvende o Facebook?

    Pensamento final

    Uma coisa é certa – as mídias sociais vão mudar de novas maneiras no ano que vem. Os profissionais de marketing de mídia social e proprietários de pequenas empresas precisam ter o ouvido atento para entender o que está por vir.

    Fonte: Social Media Explorer

  • 3 vídeos de Brand Presentation

    3 vídeos de Brand Presentation

    Falamos muitos de marcas, logotipos, identidades visuais. Mas raramente temos a chance de ver o trabalho inteiro sobre uma marca, de cabo a rabo.

    Os vídeos de Brand presentation dão essa visão. Apresentam a marca em todo seu espectro, e permitem que a gente perceba, o quanto a consistência é importante no trabalho de identidade. Mesmo coisas que parecem repetitivas ganham força quando vistas juntas.

    Selecionei 3 videos, que tratam de casos muito distintos.

    O primeiro, produzido pela Reynolds an Dreyner, mostra o set de peças para o vinho Colier. O resultado e bonito e sofisticado.

    O segundo, foi feito para a Bagel Street, uma de fast-food e cafés da Inglaterra.

    O terceiro foi produzido pela Circle One Marketing para a Bic, e dá pra ter uma noção do quanto a empresa é grande.

    Para os clientes, e potenciais clientes: é isso que nós designers queremos dizer quanto à consistência de marca. Nenhum detalhe é subvalorizado. Toda experiência que seu cliente tem com a sua marca conta. Seja na fachada da sua loja, até o modo que você entrega a conta para ele. Valorize sua marca, e seja lembrado.

  • O novo paradigma da sustentabilidade

    O novo paradigma da sustentabilidade

    Depois de ler a entrevista do Eric Karjaluoto, é impossível não ficar com uma pulga atrás da orelha. Sem ficar pensando até que ponto você é parte do problema, ou da solução.

    Afinal de contas, designers são comunicadores. Damos corpo e voz às mensagens que nossos clientes gostariam de ver chegando corretamente  aos seus clientes e colaboradores. Um designer pode até não concordar com a mensagem, mas vai entregá-la  da melhor maneira possível, assim mesmo. Isso nos exime das intenções da empresa?

    Na minha opinião, sim e não.

    Não nos eximimos porque sempre podemos recusar um trabalho. Isso é mais fácil de dizer do que fazer. Além disso, poucos de nós efetivamente prestam serviços para vilões no quesito sustentabilidade. Poucos trabalham para mineradoras irresponsáveis ou poluidores compulsivos. A maioria dos designers enxerga valor em seus clientes, e sente que pode ajudá-los. É bem mais fácil dizer não a um fabricante de cigarro do que a uma empresa revendedora de peças de computador que te encomenda o serviço, apesar de você não ter ciência da maneira que nenhuma das duas trata o assunto em profundidade.

    A necessidade acaba nos eximindo. Pelo menos durante um período de nossa vida, não estamos na posição de dizer alguns “nãos”. O que podemos, sim, é  tentar aplicar técnicas, materiais e filosofias que impactem esse cliente na direção correta.

    É aceitável dizer então que a grande transformação que poderá levar o mundo a uma guinada no sentido de práticas mais cuidadosas com o meio ambiente está pousada nas mãos das empresas, especialmente das grandes, que têm massa crítica e dinheira fazer alguma diferença no quadro.

    As empresas, normalmente colocarão a culpa da inação na falta de estímulo dos governos, que poderiam liberar impostos, linhas de crédito e leis que tornassem mais fácil e lucrativo a implantação dessas políticas.

    Mas falta uma variável nessa equação, e de fato, será ela que definirá o resultado. É o cliente do cliente. E esse tem um poder maior do que as outras partes.

    Parece ingênuo falar disso numa época em que se compra formadores de opinião para ditar estilos de vida baseados principalmente em consumo. Mas o fato é que o poder silencioso dos consumidores já operou pequenos milagres no mercado.

    O consumidor é a meta, que vai guiar todas as ações das empresas. As empresas farão virtualmente tudo o que for preciso para não perder os compradores de suas marcas.

    Duvida?

    O McDonalds verde, que circulou tanto pela internet tempos atrás, e que está se espalhando, especialmente pela Europa não é apenas uma jogada de marketing. É uma reação inteligente a uma campanha negativa que começou após o documentário “Supersize Me”, de 2004. O filme pintava a rede de lanchonete como um dos agentes malignos que estavam transformando a sociedade americana numa nação de obesos mórbidos e diabético, pelo uso indiscriminado de comida gordurosa, mal feita e barata.

    A resposta veio na contratação de um chef famoso, tirado do Four Seasons. Dan Coudreaut vem reformulando o cardápio do McDonalds, dando cores mais saudáveis ao menu. Isso acabou impactando até no conceito visual das lojas, ao invés do vermelho e amarelo estourados, as lojas tem um apelo muito mais refinado hoje em dia, inclusive aqui no Brasil. Eu mesmo comi num Mac de shopping center em São Paulo, cuja fachada substituiu o vermelho de fundo por um sofisticado preto.

    A rede de hipermercados Walmart, depois de sofrer algumas acusações de dizimar os pequenos produtores e vender alimentos baratos, porém sem qualidade, começou a valorizar produtores locais, comprar vegetais orgânicos e mesmo a adquirir marcas de produtos com conceitos sustentáveis.

    Recentemente, a rede fechou uma parceria pra lá de ambiciosa (pra não dizer compra, mesmo) com a produtora de orgânicos Yogurtes Stony FieldGary Hirshberg, um ex-hippie se manteve no comando da marca, como diretor, presidente e C.E.O. (que eles, com ótimo senso de humor, denominam CE-Yo). Segundo Hirshberg, o Walmart agora exige critérios muito rígidos de seus fornecedores. E que o Walmart sempre foi conhecido pela capacidade de se reinventar.

    Certa vez, durante um evento que a empresa em que eu trabalhava promovou, tive a oportunidade de almoçar com o brilhante Bruce Mau (quem não conhece está desde já cometendo um pecado). Ele me contou que uma empresa de carpetes Canadense vinha fazendo muito sucesso ao introduzir uma linha de produtos sustentável, baseada num modelo de negócios diferente. A empresa, hoje muito conhecida dos ambientalistas, era a Interface. Mau foi consultado pela concorrente dessa empresa, a Shaw.

    Bruce Mau é muito conhecido por seu incrivel trabalho na área de sustentabilidade. Na verdade, a Shaw sempre foi muito maior que a Interface. Mas todo o discurso do concorrente vinha fazendo mal a sua imagem. Decidiram que queriam uma linha ecológica, mesmo que não desse lucro, apenas para se posicionar bem no mercado. Bruce Mau aceitou o desafio, com uma condição. Que trabalhassem para que desse, sim, lucro.

    Criou uma linha de carpetes feitos com materiais menos agressivos, que ao invés de virem em rolos, vinham em placas quadradas. Atrás de cada placa, um número de telefone e um código. Quando alguma placa era danificada, era só discar o número do telefone, passar o código, e a empresa se encarregava de repor a peça, levar a danificada, e cuidar do seu descarte de maneira correta.

    Em pouco tempo se tornou a linha mais rentável da Shaw.

    Como se vê, uma vez que os clientes realmente demandem, as empresas correrão atrás de satisfazê-los. Em 100% dos casos. Isso será verdade inclusive  em casos cabeludos, como na susbsitituição de combustíveis fósseis e na destinação de lixo. Se o mercado pedir, as empresas atenderão.

    O caso é que para isso acontecer, precisa entrar na nossa conta o ativo mais valioso, porém o mais escasso, não somente aqui, mas em vários lugares do mundo. Educação.

    Alguém que pensa, raciocina, faz analogias inteligentes não consome qualquer coisa. Não dá qualquer coisa para seus filhos comerem. Não aceita qualquer mensagem que lhe direcionarem.

    Mas aí, o buraco é muito mais embaixo. Enquanto puderem evitar esse choque de educação, mais lucro fácil terão as empresas, os governos e as igrejas.

    E isso é caso para um outro post.

     

  • Manifesto Incompleto, de Bruce Mau, parte 2

    Manifesto Incompleto, de Bruce Mau, parte 2

    Venho tentando contato com Bruce Mau há algum tempo, o que não é fácil. Queria permissão escrita dele para publicar seu manifesto. Bem, Mr. Mau, o fato é que eu tentei, e seu manifesto é bom demais para que eu o ignore. Espero que ele não fique chateado. O crédito é todo dele, eu sou apenas o mensageiro. Você pode ver a parte 1 deste post aqui.

    Curtam mais 20 toques desse mestre:

     11 – Cultive ideias

    Edite aplicações. Ideias precisam de um ambiente dinâmico, fluido e generoso para sustentar a vida. Aplicações, por outro lado, se beneficiam de rigor crítico. Produza um grande raio de ideias para aplicações.

    12 – Continue se movendo

    O mercado e suas operações tem a tendência de reforçar o sucesso. Resista. Permita que a falha e a migração sejam partes de sua prática.

    13 – Reduza a velocidade

    Dessincronize-se dos padrões de tempo e oportunidades surpreendentes podem se apresentar.

    14 – Não seja “cool”.

    “Cool” é o medo conservador vestido de preto. Liberte-se desse tipo de limite.

    15 – Faça perguntas estúpidas

    Crescimento é influenciado por desejo e inocência. Acesse a resposta, não a pergunta. Imagine o aprendizado através de sua vida no passo de uma criança.

    16 – Colabore

    O espaço entre pessoas trabalhando juntas é preenchido com conflito, fricção, raiva, alegria, deleite, e vasto potencial criativo.

    17 – . ____________________

    Deixado em branco de propósito. Permita espaço para as ideias que você ainda não teve, e para as ideias dos outros.

    18 – Fique acordado até tarde

    Coisas estranhas acontecem quando você já foi longe demais, está acordado a muito tempo, trabalhou muito duro, e está separado do resto do mundo.

    19 – Trabalhe a metáfora

    Cada objeto tem a capacidade de se apresentar para algo diferente do que aquilo que é aparente. Trabalhe nisso.

    20 – Seja cuidadoso ao tomar riscos.

    Tempo é genético. O Hoje é o filho do ontem, e o pai do amanhã. O trabalho que você produz hoje vai criar o seu futuro.

    21 – Repita-se

    Se você gosta, faça de novo. Se você não gosta, faça de novo.

    22 – Faça suas próprias ferramentas

    Misture suas ferramentas para criar coisas unicas. Mesmo ferramentas que são suas podem abrir avenidas inteiramente novas de exploração. Lembre-se, ferramentas amplificam nossas capacidades, então mesmo uma pequena ferramenta pode fazer uma grande diferença.

    23 – Suba nos ombros de alguém

    Você pode viajar mais longe se estiver sendo carregado pelas realizações daqueles que vieram antes de você. E a vista é bem melhor.

    24 – Evite softwares

    O problema com software, é que todo mundo têm.

    25 – Não limpe sua mesa

    Você pode encontrar algo de manhã que não conseguia ver de noite.

    26- Não entre em premiações.

    Simplesmente não faça isso. Não é bom para você.

    27 – Leia somente as páginas da esquerda.

    Marshall McLuhan fazia isso. Diminuindo a quantidade de informação, nós deixamos espaço para o que ele chamava de nosso “macarrão”.

    28 – Crie novas palavras

    Expanda o dicionário. Novas condições demandam um novo modo de pensar. O pensamento demanda novas formas de expressão. A expressão gera novas condições.

    29 – Pense com sua mente.

    Esqueça tecnologia. Criatividade não é dependente de aparelhos.

    30 – Organização = Liberdade

    Inovação real em design, ou em qualquer outra área, acontece em contexto. Esse contexto é normalmente alguma forma de empreendimento gerenciado colaborativamente. Frank Ghery, por exemplo, só consegue realizar Bilbao porque seu estúdio pode entregá-lo dentro do orçamento. O mito da divisão entre “criativos” e “os caras de terno” é o que Leonard Cohen chama de “um charmoso artefato do passado”.

  • Manifesto incompleto, de Bruce Mau – parte 1

    Manifesto incompleto, de Bruce Mau – parte 1

    Tive a honra de conhecer Bruce Mau pessoalmente. Em 2008, a empresa que eu trabalhava o trouxe ao Brasil, e após sua (incrível) palestra sobre seu livro Massive Change (não perca), eu e algumas pessoas da empresa tivemos um almoço com ele.

    Bruce é muito simpático, verdadeiramente interessado, e dono de uma lógica que sempre pende ao simples, direto. Foi uma conversa interessantíssima. Ao fazer o material de divulgação daquele evento, descobri seu Manifesto Incompleto, que passo a traduzir aos poucos aqui. São chamadas à ação que qualquer designer, ou mais ainda, qualquer pessoa que lide com assuntos criativos deveria ter impresso para consultar a qualquer momento.

    Aí vão os primeiros 10 ítens, se vocês gostarem, vou mandando outros.

    1. Permita que os eventos mudem você

    Você precisa querer crescer. Crescimento é diferente de algp que acontece a você. Você o produz. Você o vive. Os pré-requisitos para o crescimento: a abertura para experienciar eventos e a vontade de ser mudado por eles.

    2. Esqueça o “bom”.

    “Bom” é uma quantidade conhecida. “Bom” é o que todos nós concordamos. Crescimento é uma exploração dos recessos apagados que podem ou não comprometer sua pesquisa. Enquanto você se apegar ao “bom”, você nunca terá crescimento real.

    3. Processo é mais importante que resultado

    Quando o resultado guia o processo, nós somente iremos para onde já estivemos. Se o processo guia o resultado, nós podemos não saber para onde estamos indo, mas saberemos que queremos estar lá.

    4. Ame seus experimentos (como você amaria uma criança feia).

    Prazer é a engrenagem do crescimento. Explore a liberdade de moldar seu trabalhos como lindos experimentos, iterações, tentativas, provas e erros. Olhe para a longa vista e permita a si mesmo a diversão da falha todos os dias.

    5. Vá fundo.

    O quão mais profundo você for, mais certamente você descobrirá algo de valor.

    6. Capture acidentes.

    A resposta errada é a resposta certa para uma diferente questão. Colecione respostas erradas como parte do processo. Faça perguntas diferentes.

    7. Estude

    Um estúdio é um lugar de estudo. Use a necessidade de produção como uma desculpa para estudar.

    8. Fique a deriva

    Permita a si mesmo vagar sem rumo. Explore adjascências. Não faça julgamentos. Adie críticas.

    9. Comece por qualquer lugar.

    John Cage nos diz que não saber por onde começar é uma causa comum de paralisia. Seu conselho: comece por qualquer lugar.

    10. Todo mundo é um líder.

    Crescimento acontece. Quando acontecer, permita que ele venha a tona. Aprenda a seguir quando fizer sentido. Deixe qualquer um liderar.

  • Clientes diferentes X Valores diferentes. É ético?

    Clientes diferentes X Valores diferentes. É ético?

    O post sobre o caso We do Logos gerou várias respostas, comentários de todos os tipos. Um deles me chamou a atenção por tratar de um assunto complicado, delicado, e pouco explicado para nossos clientes. Porque o valor de um trabalho pode variar de um cliente para outro. Achei que a pergunta era tão boa que merecia uma resposta mais detalhada.

    O Léo, me deixou essa mensagem, que reproduzo aqui:

    Mas eu gostaria de comentar um fator que acontece muito mais na sua área do que na minha: O preço varia conforme o cliente. Um exemplo rápido: Preciso de um logo para um website que vou lançar. Um designer faz a reunião comigo, tem o seu momento de criação, etc, etc… me cobra, por exemplo: R$ 2.000,00. Mas se o cliente não fosse eu, fosse Nike, a Coca-Cola, a Apple, a Sony, a Rede Globo, o Governo Federal ou a Johnson & Johnson? Será que seria cobrado o mesmo preço que foi cobrado de mim? A realidade do mercado mostra que NÃO na maioria dos casos. E isso é correto? O custo mudou porque o cliente tem mais dinheiro? Isso é ético?

    Léo, primeiramente, obrigado pela visita.

    Na verdade, para responder essa pergunta, vamos ter que começar diferenciando duas coisas: CUSTO e VALOR.

    Pensando estritamente na criação de um logotipo, o custo de produção não difere em quase nada entre uma peça criada para a Nike ou para a Padaria da esquina. Mas pense por um instante: quanto VALE o logo da Nike? O quanto a percepção do cliente sobre um produto pode mudar somente por ter estampado a marca num produto? O logo da Nike vale milhões. O da Padaria tem seu valor, mas comparativamente, muito menor. As vezes, grandes marcas nascem quando a empresa ainda é pequena. Nesse caso, alguns trabalhos de identidade podem sim, ter ficado com custos bem abaixo dos que se vê normalmente.

    Outra coisa que deve se levar em conta. O trabalho real envolvido em cada um dos casos.

    Quando se faz um custo para uma pequena ou média empresa, leva-se em conta o número de peças a serem criadas, as reuniões, estima-se as horas de trabalho que serão dispendidas no processo, e chega-se num valor. Normalmente, num prazo de um a três meses, é possível se realizar um bom trabalho de identidade corporativa, que atenda os requisitos da empresa e que cubra as necessidades do designer.

    No caso de mega-corporações, nada é tão simples. As reuniões são intermináveis. Dezenas de pessoas vão produzir peças, e outras dezenas vão dar palpites sobre elas. O número de aplicações é gigante. Haverá retrabalho e re-retrabalho. Pesquisas de mercado serão feitas. O trabalho de branding, de marketing, de laboratório é muito mais complexo quando se está lidando com grandes volumes de dinheiro, e claro, público. Como dizia um professor meu, é tanto trabalho de branding que o logotipo sai quase de brinde.

    Normalmente, agências e estúdios muito conceituados trabalham esse tipo de conta. E a responsabilidade é muito grande. Você definitivamente não quer ser a pessoa que fez despencar em 1% a venda de margarinas apenas porque fez uma nova embalagem que não impactou bem no público. Porque 1% no caso de gigantes alimentícios significam milhões de reais. E esse é outro motivo que faz os valores serem tão altos. Quando se está trabalhando com um cliente monstruosamente grande, assim também é a influência dele em sua carreira. A cada trabalho para grandes corporações, o estúdio está empenhando todo seu prestígio.

    Entre a padaria e a Nike existe uma miríade de tamanhos, formas e qualidades de empresas. Compor o preço para cada uma delas é uma equação complicada e nem sempre 100% matemática. Mas que deve ser feita, para não comprometer nem a padaria, nem a Nike, e nem o stúdio que está aceitando o trabalho.

    Mas há distorções, claro. E geralmente elas aparecem quando se contrata o estúdio errado, baseado mais na grife que ele representa do que em seu portfólio real. E então, não é incomum vermos identidades ridiculas que custaram milhões. Mas pode ter certeza, que por trás desses contratos estranhos, o que está pesando no bolso do cliente não é o design. É principalmente a política, a má gestão.

    Na minha opinião, quando você me pergunta se é ético cobrar valores diferentes para clientes diferentes, minha resposta é sim.

    Obrigado pela visita, qualquer dúvida estou a disposição.

  • Como o mercado vê o Designer

    Como o mercado vê o Designer

    Não acredite em mim. Acredite no google.

    O Google, além do uso óbvio para se encontrar qualquer coisa na face da terra, pode servir como um excelente termômetro do mercado. Eu vinha há algum tempo encafifado, procurando um modo de exemplificar como a sociedade vê os designers, e como isso influencia nos nossos resultados.

    Faça um exercício comigo. Vá até o Google Imagens, e digite: administrador de empresas.

    Sei que os resultados podem mudar de um dia pro outro. Mas o que você vai obter é mais ou menos isso (clique, que elas aumentam):

    Jovens, adultos, profissionais, poder, ternos e tailleurs.

    Agora busque “médico” .

    Senhores, serviço, seriedade, austeridade, equipe, confiança.

    Para continuar, agora “engenheiros”.

    Capacetes, obras, papéis enrolados, sucesso, trabalho.

    E por fim. Busque: “designer”.

    Eu não sei o que vocês vêem. Apesar de haver uma ou duas imagens boas, o que eu vejo é: legal, bacaninha, engraçadinho, espertinho, descolado. E sem nenhuma foto de um profissional.

    É assim que o mundo te vê.

    Há problema nisso? Bom, eu vejo.

    Como um profissional que cuida rotineiramente de marcas, você deve saber o que um posicionamento errado faz com um produto. O quanto ele pode ajudar ou atrapalhar. A imagem errada pode afundar um bom produto, sabemos disso, passamos por isso dia-a-dia. Mas não nos enxergamos como produtos. Não sabemos nos vender.

    O que está intrínseco nessa maneira que as profissões são percebidas fica totalmente claro quando qualquer um desses profissionais é contratado, seja por um cliente, seja por uma empresa. Quando uma empresa abre um cargo de Diretor Admnistrativo, está implícito que ele deve pagar um salário compatível com a imagem que o mercado faz de um administrador de empresas. No carro, na casa, nas viagens e na continuidade da educação que um administrador projeta. Mesma coisa com um engenheiro, ou com um médico.

    Não estou aqui comparando as profissões, e sim a percepção do mercado em relação a elas. É claro que um médico é mais importante que um designer na sociedade, mas o fato é que todos consomem muito mais design do que medicina ao andar por uma rua, ao ligar a TV ou ir ao supermercado. O mundo está inundado de design, até nas caixas de remédio.

    E qual seria a imagem que o mundo tem de nós? Bom, eu fui atrás de amigos, fiz uma pequena pesquisa informal, sem dados para sustentar o que vou expor, por isso sinta-se livre para achar tudo que direi uma perda de tempo.

    De uma maneira geral, os designer são vistos como sujeitos jovens, meio avoados, que usam roupas “bacanas”, alargadores nas orelhas e trabalham de tênis. São engraçados, divertidos e felizes. Moram em apartamentos alugados, de um dormitório, com brinquedinhos legais nas estantes, e dirigem algo como um Peugeot 206 ou um Uno Novo.

    Ninguém lembra se designer tem ou não filhos, ou se faz pós-graduação, se viaja com a familia, se tem casa de campo. Coisas que são normais para outras profissões.

    E como isso nos afeta?

    1 – Na hora de cobrar pelo trabalho. 

    É o maior impacto. Seu cliente vai chorar, negociar muito mais do que o normal. E mesmo depois que ele conseguir um super desconto, vai cobrá-lo mais fortemente do que cobraria outro profissional. Vai se sentir no direito de usar palavras que não usaria com um médico. Vai achar um absurdo ter que assinar um contrato que seria natural com um advogado.

    Clientes de designers acham normal pedir um trabalho e depois sumir. Pagar uma prestação e esquecer as outras. Acham desculpável dizer “eu fiquei sem tempo de revisar” por três meses. São coisas que não acontecem com frequência em outras áreas. Isso porque, no fundo, acham que você “é o cara que faz uns desenhos”. Não um profissional.

    2 – Na hora de te contratar.

    Pegue uma tabela de salários. Um diretor administrativo ganha facilmente até R$ 40 mil. Um diretor de marketing R$ 30 mil. E um diretor de arte (salvo os que vivem no mundo à parte das grandes agências) muito bem sucedido, ganhará R$ 8 mil. Mas a grande e avassaladora maioria trabalhará por no máximo três mil reais. E olhe lá. Quando uma linha de produtos for bem sucedida, darão parabéns ao marketing, nunca ao departamento de arte. Aliás, o próprio nome “departamento de arte” já é revelador. Parece que, ao entrar na sala, o cliente encontrará dezenas de sósias do Salvador Dali sujos de tinta. Deveria ser “Departamento de Design, Comunicação e Criação”. Assim mesmo, com criação por último.

    O RH de uma empresa nem pensa em contratar grandes profissionais para seu setor. O padrão é um profissional razoável, tomando conta de hordas de recém-formados e estagiários que farão o serviço pesado com sorrisos nos rostos e um fone na orelha.

    Trabalho de fim de semana? Horas extras? Promoções? Essas coisas raramente passam pela cabeça do contratante. Na ideia que ele faz de um designer, isso é inerente à profissão, e desde que se pague uma pizza, está tudo beleza, porque nós nos estamos antes de tudo, nos divertindo.

    3 – Na hora de viver sua vida

    Acompanho jovens e promissores designers ávidos por colocar as mãos em grandes trabalhos aceitarem condições desumanas de trabalho apenas para terem a oportunidade de “fazer uma capa”, ou um “logo de surfwear”, coisas que são muito “bacanas” no inconsciente coletivo dos designers. Bem, caros, isso raramente leva comida a mesa, ou paga a escola do seu filho.

    Mais cedo ou mais tarde você poderá querer comprar aquela casa, ou aquele carro. E vai precisar levar comprovações de renda, carteiras assinadas, extratos de banco e todo o pacote que vem junto. E aí você vai sentir essa diferença.

    Não há problema em gostar do que se faz. Puxa, na verdade é uma benção.

    Mas quando o mercado traduz esse gosto como pura diversão, algo está errado. E vai se voltar contra você.

    Como mudar o panorâma?

    Essa é uma daquelas coisas que é mais fácil falar do que fazer. Mas é simples.

    A primeira coisa é aprender a dizer não. Parece óbvio, mas a verdade é que certos nãos nos libertam. Desenhe uma linha imaginária no chão, e diga “daqui não passo. É o máximo que aguento”.

    Não é necessário mandar apagar a laser as tatoos, ou costurar os buracos dos piercings. Mas é sim, necessário saber se portar numa reunião com diretores e presidentes. Saber falar um português (quase) perfeito, sem gírias ou terminologias que só designers entendem.

    Precisa sair do gueto. Aquele gueto de luxo, onde se anda só com designers, publicitários, redatores e criativos. Há um mundo de pessoas interessantes, negócios inovadores e soluções que você não vai encontrar dentro da caixa onde está.

    Veja a si mesmo como um produto. Você consegue desenhar uma caixa que faz as pessoas quererem comprar sabonete de farelo de aveia, mas não consegue descobrir porque as pessoas não querem comprá-lo? Pense.

    É um trabalho árduo. Nossa profissão é nova, e temos um caminho longo pela frente. O que me assusta é que ás vezes tenho a sensação de que estamos nos distanciando do ideal, não chegando lentamente a ele.

    Tenha a certeza de que, por menor que seja sua mudança de atitude, ela ajuda. Pouco a pouco, podemos fazer um novo horizonte para designers no país, sem precisar de sindicalistas ou políticos.

  • Em que Steve Jobs me inspira?

    Em que Steve Jobs me inspira?

    Há alguns anos Steve Jobs perdeu uma batalha que vinha travando com bravura, contra um câncer de pâncreas.

    Nós próximos dias e meses, uma infinidade de homenagens, documentários e reportagens vão nos lembrar de cinco em cinco minutos de todas as invenções e criações de Jobs, o quanto o mundo do entretenimento e informática deve a ele.

    Jobs não era uma unânimidade. Há muita gente que o acusa de ser muito mais um grande marketeiro do que um criador. Não compartilho dessa corrente. Mesmo que ele tenha visto um mouse na Xerox ou um design de produto da Braun antes de lançar produtos parecidos, foi a visão dele que mudou o rumo da conversa. Foi a capacidade de ver coisas dentro de um contexto diferente, antes de todos, que o diferenciava.

    Mas acho que temos mais a aprender com Steve Jobs do que simplesmente fundamentos de marketing ou de informática. Podem falar o que quiserem dele, mas suas decisões eram pautadas em conceitos bem palpáveis, coisas que ele próprio explicitou por sua carreira. Algumas que me vem a mente agora:

    Escolha trabalhar com prazer.

    Muitas vezes não há nada mais desconfortável do que a chamada “Zona de Conforto”. É aquela situação onde você, dia-a-dia, vive infeliz, ou semi-feliz, preso num trabalho, num relacionamento, num lugar que não gosta, que faz porque é conveniente, porque tem medo de não ser capaz de algo melhor. Desde a época que não tinha grana, Jobs escolheu o trabalho por prazer. Quando tinha muito a perder (ao sair da Apple), foi fundar uma empresa de animação.

    Estude

    Algumas pessoas vêem em Jobs um estímulo a falta de formação acadêmica. Isso é uma conclusão míope. Jobs pode ter sido um caso quase único, de uma pessoa que sabia mais do que havia para ser ensinado. Mas estudou muito, a vida inteira, as coisas que lhe interessavam. Se desse pouco valor à vida acadêmica, a Apple seria o paraíso dos autodidatas. Não é o caso.

    De sua trajetória, só posso concluir que, para abrir mão de estudo, só se você for absolutamente genial. E poucos podem dizer isso.

    Faça seu trabalho falar por você

    Jobs falava muito em entrevistas. Dizem que, pessoalmente, nem tanto. Era mais reservado, chamava ao seu círculo mais próximo pouquíssimas pessoas. Mas uma característica domina suas entrevistas e os famosos keynotes. Ele usa pouco a palavra “eu”. Mesmo sendo dono de um ego, que dizem, era considerável, em suas apresentações Jobs usava “nós”. “Nós amamos software”, “Nós estamos maravilhados”.

    Parece pouco, mas nessa sutileza, ele está empoderando toda a Apple pelas inovações. Um executivo que diz “eu” demais, está olhando tanto pro seu próprio umbigo que dificilmente conseguirá ver a inovação passando na frente de seus olhos.

    Pratique aquilo que você prega

    Outra coisa notória é que Jobs falava sobre seu trabalho. De sua vida sabe-se muito pouco. Sabemos que ele era Budista que usava sempre a mesma roupa, talvez seguindo o exemplo de Albert Einstein (que tinha o guarda roupas inteiro igual, para não perder energia decidindo o que vestir), e de sua familia, quase não se sabe.

    O sonho de Jobs era uma sociedade servida por máquinas elegantes e funcionais, que tornasse a vida das pessoas mais fácil e divertida. Seus produtos exalam isso. E ele se manteve até o fim nesse caminho, desde que achou que um mouse era mais natural que um teclado, até quando achou que usar as próprias mãos era mais natural do que o mouse. Simplicidade.

    O pouco que se sabe de sua vida pessoal reforça isso. Ele era dono do escritório mais simples de toda a Apple, sua casa quase não tinha móveis. Era ultra exigente, mas dava os meios, métodos e o tempo necessários para que seus funcionários atingissem sua meta.

    Trabalhe com gente melhor do que você (e deixe eles trabalharem)

    Outro argumento que alguns usam contra Jobs é que grande parte das sua invenções são de outros. Estranho, eu vejo isso como um ponto forte. Steve sempre se associou com gente melhor do que ele em determinadas áreas.

    Ele nunca escondeu Steve Wozniak. Wozniak é que nunca gostou do holofote. Johnny Ives, responsável pelo design da Apple, sempre apareceu nos vídeos de lançamento dos produtos que ele criava. Ninguém tinha ouvido de Tim Cook (fora do mundo empresarial) até que o próprio Jobs o apresentou ao mundo.

    Na verdade, o que aconteceu é que essas pessoas rendiam muito mais ao lado de Steve Jobs. Trabalhando na Apple, sob a visão de Steve, ele alcançaram um patamar que antes, por si sós, não conseguiam.

    Essa é uma das mais valiosas lições que eu vejo para líderes. Deixe a inovação acontecer, mesmo que você não seja protagonista dela. O mundo empresarial atual é um verdadeiro abatedouro de ideias. Alguns gênios decretam a morte de ideias antes de mesmo pensar um minuto a respeito, e muitas vezes varrem a inovação pra baixo do tapete, sob o medo de serem suplantados. Se você alcançou uma posição de liderança, só conseguirá mantê-la se tiver certeza de que entre seus comandados, existe potencial para ir mais longe do que você mesmo foi.

    Se essas pessoas se sentirem inspiradas por sua liderança, estarão dispostas a criar para você ( é o caso da Apple). Mas se for o contrário, tudo que você conseguirá são bolsões de inovação esperando a pressão certa para estourar como um geiser. E vão estourar sobre suas costas, com certeza.

    Saiba quem você é

    Faça o que fizer, seja você mesmo no trabalho. Isso pode parecer uma frase de livro auto-ajuda, mas é muito mais dificil de ser aplicada do que parece. Tendemos a criar personas para fazer interfaces com nossos diferentes interlocutores. Isso funciona até determinado ponto. Mas no fim, vai te causar um cansaço enorme de representar tantos papéis.

    Ninguém é 100% genuíno o tempo todo. Mas as vezes nos “maquiamos” demais. Sempre haverá um nicho, um público, um segmento onde seu modo de ver a vida será melhor aceito, e lhe trará menos dor. O caso é que nem sempre é o nicho que nó queremos. Temos uma tendência a querer a vida do outro. A negar nossa própria constituição, e isso muitas vezes sufoca valores.

    Aprender a tirar o melhor de si, sendo apenas você, é um desafio e tanto. Jobs nunca fez concessões. Tanto que foi mandado embora de sua própria empresa. Mas soube encontrar motivação, quando chegou a conclusão de que ele não estava no ramo de informática, e sim de inovação. Se reinventou, e fez uma das maiores voltas por cima da história.

    Pouco importa se tudo que aquilo que dizem sobre Steve Jobs é verdade. Sei que ele não inventou o fogo nem o pão de forma. O que interessa é aquilo que ele inspira nas pessoas. Ele pode ter sido um grande gênio, ou como querem alguns um grande aproveitador. Mas foi grande, isso é um consenso. E isso é mais do que a grande maioria de nós consegue.

  • 8 segredos para pensar criativamente

    8 segredos para pensar criativamente

    Bob Gill é uma lenda, que está no meio do Design desde os anos 50. Passou por tudo, viu de tudo, praticamente fundou a Pentagram, e está na ativa até hoje, com uma mente privilegiada e um senso de humor refinado, um olhar para a profissão que poucos tem. Li esse artigo na FastCo Design e fiquei fascinado pela explicação do processo, pela jovialidade das ideias.

    Tentei fazer uma entrevista com ele, que me respondeu bem categoricamente: “O que eu tinha pra dizer sobre o processo está no livro. Compre o livro, se sobrar alguma dúvida, eu te dou a entrevista”. Eu respondi que com certeza, comprarei. Mas resolvi traduzir a entrevista para que vocês, assim como eu, possam conhecer um pouco de Bob Gill, e comprar também. 

    Espero que gostem. Na sequência, o excerto do livro de Gill.

    Nos anos 50, eu, juntamente com todos os outros designers, estávamos preocupados com estética e moda. Design era a mais nova familia tipográfica num layout moderno, paracendo com um Mondrian com muito espaço em branco. Isso era o que me ensinaram na escola de arte.

    Eu não me lembro quando eu mudei. Se aconteceu com todos de uma vez, ou gradualmente. Eventualmente, inspirado por designers como Paul Rand, Lou Dorfsman e Helmut Krone, um diretor de arte no Doyle Dane Bernbach, juntamente com o pintor surrealista René Magritte, eu me tornei menos interessado em design por si só, e mais interessado em design que comunica uma opinião.

    Isso foi 60 anos atrás. Hoje, é ainda mais incumbência do Designer Gráfico balançar as coisas, surpreender. Hoje, a audiência por Design Gráfico é a mesma audiência que terá visto o último filme de alienígenas e o último video-clipe com efeitos especiais que são de tirar o fôlego. Como um Designer pode competir com essa mágica em, vamos dizer, um anúncio de página inteira colorido, ou, mais improvável ainda, uma coluna em preto e branco para produtos chatos como pasta de dentes ou comida para gatos? Nós não temos a tecnologia, ou o orçamento, ou o tempo para competir com Avatar hoje, ou Deus sabe o que aparecerá amanhã. Se nós quisermos atrair atenção para nosso trabalho, temos que explorar a outra ponta do espectro visual. Nós temos que ir para a realidade. Nós devemos dar uma olhada cuidadosa no mundo real, e de fato, dizer para nossa audiência, “Olhe! Você já tinha notado isso? Estava bem debaixo do seu nariz!”

    E aí tem outra coisa sobre a situação atual que Designers tem que reconhecer. Antes dos computadores, a produção de material impresso estava nas mãos de Designers e impressores. A maioria dos clientes tinha apenas uma vaga noção de como era produzido. E eles estava preparados para pagar bem por seus logos, relatórios anuais, e outros papéis de seus negócios.

    Mas essa não é a forma agora. Agora, por R$ 99,99, é possível comprar um programa que permite qualquer umcom uma estação de trabalho montada produzir muitas das coisas normais do negócio. A mística foi finalmente embora no meio do Design e impressão. Esses programas juntam palavras e imagens em formatos que parecem profissionais. Eles até jogam alguns efeitos-especiais. Para necessidades comerciais de pouca exigência, está ótimo.

    Então, se qualquer um que consiga digitar pode fazer boa parte do trabalho anteriormente feito por especialistas bem pagos, o que sobra para os Designers? Eles têm que fazer coisas que um digitador não consegue.  Isso significa que eles têm que ser pensadores, solucionadores de problemas, quer eles gostem ou não. E, infelizmente, pensar não é o primeiro amor de um Designer. Eles adoram escolher cores, movers tipos e formas por aí, desenhar num estilo particular, e impor os últimos truques gráficos em seu próximo trabalho, independente se eles são apropriados ou não. Eles pegam esses truques da Cultura.

    A Cultura deu a eles preconcepções sobre o que é excitante, o que é interessante; e a maioria dos Designers gastam seu tempo tentando emular o que deveria ser quente, o que é atual, o que é tendência. Mas apenas pense, se nós queremos fazer algo que seja original, como podemos nos basear naquilo que a Cultura nos diz? A Cultura fala a todos nós as mesmas coisas. Não é o Big Brother que está te olhando, é a Disney, o Shopping Channel, Rupert Murdoch, a Time e outras mega-corporações.

    A Cultura que eles infligem em nós através de seus monopólios virtuais de TVs a cabo, CDs, filmes, teatros, livros e revistas, etc, é desenhada para apelar para o menor denominador comum, que por sua vez permite que eles vendam o maior número de tchotchkes.  Claro que o establishment permite apenas o suficiente de cultura mais alta para provar que eles não são filisteus.

    Como você pode se retirar dessa avalanche de pão branco, para que você possa ser um pensador original?

    Processo

    A primeira coisa é limpar sua mente do quanto mais bagagem cultural for possível. Quando você consegue um trabalho, independente do quanto o assunto for familiar, resista a toda tentação de pensar que sabe o suficiente a respeito, e que está pronto para desenhar. Assuma que toda a informação e referências visuais foram supridas pela Máfia da Cultura, nada é original com você. Pesquise o assunto como se você não soubesse nada a respeito. Não procure por inspiração em livros de Design. Não sente em seu computador, esperando por um raio o acertar.

    (Um dos trocadilhos visuais de Gill: “Fumar um cachimbo faz você… .parecer mais elegante)

    Se o trabalho for para uma lavadora a seco, vá a uma lavadora a seco. E fique lá até você ter algo que você honestamente pense que é interessante a dizer sobre lavagem a seco. Eu não sei exatamente como fazer isso. De qualquer maneira, eu sei que , quanto mais você pesquisar o assunto, mais provavelmente você poderá descobrir algo realmente interessante, ou melhor ainda, algo original, algo que ninguém notou antes. (Incidentalmente, às vezes mesmo que eu não esteja fazendo um trabalho sobre lavagem a seco, eu vou lá de qualquer jeito, só para pegar um vapor das máquinas).

    Só quando você estiver satisfeito com a afirmação, o processo de Design pode começar. Tente esquecer como um bom design supostamente deveria ser. Ouça a afirmação. Ela vai dizer a você como deveria parecer. Ela vai desenhar a si mesma. Bem, quase.

    O logo da AGM, que Gill criou.

    O problema é o problema.

    A melhor forma de ter uma solução interessante é começar com um problema interessante. Infelizmente, quase todos os problemas que os Designers costumam ter serão chatos. Portanto, a primeira coisa a se fazer é redefinir o problema, para que ele seja interessante.

    Por exemplo: Problema original: Logo para AGM, uma companhia que faz modelos industriais muito pequenos. O cliente queria que o logo fosse grande o suficiente para ser visto em seu prédio e em suas vans de entrega.

    Problema redefinido: Como o logo da AGM pode ser grande o suficiente para ser visto na lateral de seu prédio e, ao mesmo tempo, comunicar que a companhia faz coisas muito pequenas?

    Roubar é bom

    A pessoas vêm gerando imagens a milhares de anos. Imagens como Raios X, bandeiras, fotos da lua da Nasa, máscaras de teatro, sinalização pública, a Monsa Lisa, daguerreótipos da Guerra Civil, grafite, gravuras, desenhos de engenharia, etc. Estas imagens, dependendo de como são usadas e/ ou modificadas, podem transcender seus propósitos originais e estreitos. Elas podem representar um periodo cultural ou uma ideia muito específica. E se um designer pode usá-las de modos nunca antes concebidas por seus criadores, eu acho que é legítimo liberá-las.

    Não existe essa coisa de clichê ruim.

    Caveira e ossos dizem pirata. Estrela e listras dizem América. Uma lupa diz detetive. Um coração diz eu te amo. A boa notícia é que esses clichês comunicam instantâneamente. A má notícia é que essas imagens comuns foram usadas com tanta frequência que elas não são mais visualmente interessantes. Porém, se elas forem usadas de maneiras novas, elas podem ser muito eficazes.

    Palavras interessantes.

    Veja um slogan como: Nós curamos câncer por um nickel. Não é necessário fazer as palavras parecerem interessantes. Elas são interessantes. Se você tentar fazer uma afirmação parecer interessante, o visual compete com as palavras.

    Palavras chatas.

    A maioria dos Designers não são roteiristas muito bons. A maioria dos roteiristas também não são. Então, se você se encontrar precisando de desenhar algo com palavras chatas, não tente fazê-las interessantes. Deixe as imagens fazerem o trabalho pesado.

    Palavras em figuras

    Para que se importar em ilustrar uma palavra… se a palavra por si só pode ser a ilustração, como no caso desse logo para uma comédia.

    Todo mundo sabe que menos é mais. Mas as vezes, mais pode ser mais também.

    Me pediram para fazer um logo para a Nast & Zalben Productions, um serviço de planejamento de eventos. Quando eles me contaram a respeito das várias coisas que eles tinham produzido nos últimos 12 meses, eu pensei que seria interessante e novo incluir todas elas no logo. Eu até adicionei algumas que eles não fizeram, só pela diversão.

    Esse é um excerto da monografia Bob Gill, so far (Outubro de 2011). Foi traduzido do site http://www.fastcodesign.com/

    Você pode comprar o livro aqui

    BOB GILL

    Bob Gill é co-fundador da consultoria em Design F/F/G, com Alan Fletcher e Colin Forbes. Mais tarde, foi renomeada Pentagram. Ele é autor de mais de uma dúzia de livros.